Pesquisar este blog

Carregando...

Doenças causadas por Nematóideos: Filaríase


A filaríase, ou filariose, populamente conhecida como elefantíase, é uma doença causada pelo verme Wuchereria bancrofti, pertencente ao Filo Nematoda. 


O hospedeiro definitivo é o homem o hospedeiros intermediários são pernilongos, principalmente do gênero Culex. O local de parasitismo é o sistema linfático.



Os vermes adultos estão presentes no interior dos vasos linfáticos, e após o acasalamento, são liberadas as larvas microfilárias, que migram para regiões periféricas do corpo, como a pele, em determinadas horas do dia, que coincide com os hábitos alimentares dos pernilongos. Juntamente com o sangue, as larvas são sugadas pelo inseto, onde amadurecem e migram para as glândulas salivares, onde são novamente inoculadas na pele de outras pessoas através da picada do inseto. 


O problema dessa doença é que o acúmulo de vermes provoca entupimento dos vasos linfáticos, o que faz com que a linfa se acumule nos tecidos, provocando inchaço.




A prevenção é feita principalmente pelo controle dos insetos.

Filo Platyhelminthes


Os animais pertencentes ao Filo Platyhelminthes são chamados de platelmintos, e formam um grupo de vermes de corpo achatado, em forma de fita. Esse grupo pode ser encontrado tanto em meio aquático (marinho ou água doce) como terrestre úmido, o que já é uma inovação quando comparamos com os filos anteriores, Porifera e Cnidaria, que são estritamente aquáticos. 

O representante mais conhecido desse filo é a simpática planária. Ela vive em lagos e riachos de pequena profundidade, próximo de vegetação e detritos do fundo.

Além do começo da conquista do ambiente terrestre, é nesses animais que aparece uma grande novidade: a simetria bilateral. Isso quer dizer que a planária possui região ventral e dorsal, lado esquerdo e direito do corpo, além de extremidades anterior e posterior. 

Nesses animais ocorre pela primeira vez uma característica marcante: a cefalização: a existência de uma “cabeça” que é o centro de comando do corpo. Nessa cabeça, ainda não há um cérebro formado, e sim uma concentração de neurônios, chamada de gânglios cerebroides. Desses gânglios saem dois cordões nervosos que se dirigem para a extremidade posterior do corpo, interligando-se, como uma escada de corda. Na região anterior há também a presença de ocelos (semelhantes a olhos), cuja única função é a percepção de luz, e de receptores de substâncias químicas, as aurículas (nas expansões laterais, em forma de triângulo). 



Os platelmintos possuem três camadas de células: endoderme, mesoderme e ectoderme. A mesoderme, nesses animais, preenche todo o espaço entre endoderme e mesoderme, sem formar uma cavidade celomática, portanto esse grupo é classificado como acelomado.



A alimentação ocorre por uma boca encontrada no meio da região ventral, na ponta da faringe. O intestino possui três ramos principais, que são altamente ramificados, levando por difusão o alimento para todas as células do corpo, já que esse animal ainda não possui sistema circulatório. A boca também serve como saída para os restos alimentares, portanto dizemos que a digestão é incompleta (há apenas uma cavidade). 

A excreção é feita pelas chamadas células-flama, que possuem vários flagelos, que direcionam a água para os túbulos laterais, ou protonefrídeos, os quais se abrem em orifícios na parede do corpo. A excreção tem papel principal na osmorregulação, retirando o excesso de água que entra por osmose. Para memorizar esse tipo de excreção tão peculiar aos platelmintos, lembre-se do versinho “Planária, você não me engana! Você excreta pela célula-flama!”.



A reprodução pode ser assexuada, por fragmentação. Aqui há um grande interesse em estudar a regeneração das planárias, pois um pedaço do corpo desse animal pode se regenerar e formar um animal todo novamente.



A reprodução também pode ser sexuada, sendo que as planárias são hermafroditas. Assim, duas planárias encostam-se ventre a ventre e trocam espermatozoides. A fecundação ocorre nos dois indivíduos e os ovos são depositados na vegetação. O desenvolvimento é direto, sem fase larval. 



Além da simpática planária, neste grupo está também vermes que causam doenças humanas, como as tênias e os esquistossomos. Veja mais sobre esse tópico na aula Doenças Causadas por Platelmintos.


Doenças causadas por Protozoários: Tricomoníase


A tricomoníase é uma doença causada por protozoário da espécie Trichomonas vaginalis, e é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST).



Afeta órgão genitais externos, e na mulher o sintoma mais comum é um corrimento esverdeado. É facilmente tratável por via medicamentosa. Por provocar lesões e sangramentos na mucosa vaginal, a tricomoníase pode favorecer a transmissão de outras DSTs, como o HIV, ou predispor ao câncer de cervix e infertilidade.Durante a gravidez pode ser um fator de risco, e em homens pode estar associada à prostatites, que podem resultar em infertilidade. 



O ciclo de vida ocorre quando o protozoário é transmitido sexualmente, e se mantém na forma de trofozoíta na vagina ou na uretra. A reprodução do parasita é assexuada e a transmissão é via secreções que contenham o trofozoíta. A melhor forma de prevenção é o uso de camisinha.



Doenças causadas por Protozoários: Malária


A malária é uma doença causada por protozoários do gênero Plasmodium, sendo mais comuns as espécies Plasmodium vivax, Plasmodium malariae, Plasmodium falciparum e Plasmodium ovalae. 

O hospedeiro definitivo é o mosquito do gênero Anopheles, e o intermediário, o homem, no qual o parasitismo ocorre nos glóbulos vermelhos de sangue. Apenas as fêmeas do mosquito se alimentam de sangue humano, portanto são as transmissoras da doença. Abaixo é possível observar uma hemácea infectada por morozoítos. 



Uma característica da doença é a aparição de episódios de febre alta com calafrios, que ocorrem pela ruptura das hemáceas e liberação de toxinas produzidas pelo protozoário, e diferem de acordo com a espécie causadora. Para P. vivax, o ciclo se repete a cada 48h, e a malária é conhecida como terçã benigna; para P. malariae, o ciclo é de 72h, e a malária é conhecida como quartã; para P. falciparum, o ciclo é irregular, de aproximadamente 48h, e essa malária é conhecida como terçã maligna; e para P. ovalae, o ciclo dura 48h, com sintomas leves, e a infecção termina após 15 dias. 

O ciclo começa quando o homem é picado pelo mosquito, que contém formas infectantes do parasita, os esporozoítos, Estes se dirigem para o fígado, onde se multiplicam, formando os esquizontes, e depois se espalham pelo sangue na forma de merozoítos, invadindo as hemáceas, onde se transformam em trofozoítos, que se reproduzem assexuadamente, dando origem a novos merozoítos. Os merozoítos rompem as hemáceas e invadem novas hemáceas, repetindo o ciclo. Alguns merozoítos se transformam em gametócitos, e, quando sugados pelo mosquito, terminam o ciclo de reprodução sexuada em seu intestino. O resultado de reprodução é a formação de esporozoítos, que migram para a saliva do inseto. 



A prevenção é usar redes de proteção e inseticidas em áreas endêmicas, bem como repelentes. O tratamento é medicamentoso e obtém sucesso para a maioria das malárias. A malária causada por P. falciparum é a mais grave e pode levar à morte em poucos dias.


Doenças causadas por Protozoários: Leishmaniose


As leishmanioses são doenças causadas por protozoário do gênero Leishmania, sendo que no Brasil temos mais comumente a Leishmaniose Cutâneo-Mucosa (ou tegumentar americana) causada por Leishmania braziliensis, cujo hospedeiro definitivo é o homem, e o intermediário mosquitos do gênero Lutzomya, ou mosquitos-palha.



Há também outras várias formas de leishmaniose, como a botão-do-oriente, típica de países orientais, causada por Leishmania tropica, e a leshmaniose visceral, provocada pela Leishmania chagasi, que afeta baço, fígado e outros órgãos internos.


As leishmanias na forma de promastigotas oriundas da saliva do inseto ligam-se a receptores nos macrófagos e são fagocitadas. As enzimas lisossomais utilizadas pelo macrófago para tentar digerir o parasita apenas servem para transformar a forma promastigota em amastigota, que se multiplicam assexuadamente. Os amastigotas deixam as células e são transmitidas para o mosquito, onde se transformam em promastigotas, se multiplicam e se dirigem para a faringe do inseto, completando o ciclo.




A forma mais severa de leishmaniose é a visceral, e é o segundo maior assassino parasitário, perdendo apenas para malária. Na forma cutânea, a inoculação dos parasitas pela picada do inseto provoca um ferimento, onde os parasitas se multiplicam.

A prevenção é o controle de insetos transmissores, bem como melhora na moradia. O Ministério da Saúde um manual de vigilância para a leishmaniose tegumentar americana, que pode ser acessado em http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_lta_2ed.pdf.


Doenças causadas por Protozoários: Giardíase


A giardíase é uma doença causada por protozoário da espécie Giardia lamblia, cujo único hospedeiro, portanto o definitivo, é o homem. 



O local de parasitismo é o intestino delgado, preferencialmente o duodeno, causando diarreia crônica. O ciclo inicia-se pela ingestão de alimentos ou água contaminados com cistos. No estômago emerge a forma trofozoíta, que migra para o intestino delgado, e se reproduz de maneira assexuada. Alguns trofozoítos sofrem encistamento e são liberados através das fezes.




A prevenção é saneamento básico, controle da qualidade da água e higienização de frutas e verduras. O tratamento é feito por via medicamentosa.