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Expansão Marítima Européia


Sabemos que o descobrimento do Brasil pelos portugueses no ano de 1500 ocorreu no contexto da expansão marítima européia do século XV. Para compreendermos o que significou a expansão marítima, primeiramente devemos verificar seus antecedentes históricos, isto é, fatores econômicos, sociais, políticos e culturais que motivaram portugueses e espanhóis à conquista de mares e oceanos.

Por volta de 1150, a Europa Ocidental começa a se transformar lentamente através de modificações causadas por uma expansão comercial e agrícola. O panorama medieval de estagnação e regressão das trocas econômicas começa a dar lugar a um renascimento comercial fomentado pelo movimento das cruzadas que havia colocado a Europa novamente em contato com o mundo, abrindo o Mediterrâneo para os europeus através da reconquista de territórios como a Península Ibérica, até então dominada pelos mouros, e restabelecendo rotas comerciais entre ocidente e oriente. A drenagem de pântanos e a derrubada de florestas possibilitaram o surgimento de novas regiões cultiváveis, o que também incentivou essa expansão comercial, favorecida agora pela crescente existência de produtos agrícolas que se tornaram excedentes econômicos passíveis de troca na medida em que não eram consumidos nas grandes áreas rurais.

Motivado pela expansão comercial, o renascimento urbano também desponta nesse novo cenário europeu até então marcado pela esmagadora ruralização, tornando as cidades um local de troca dos bens produzidos em cada região, onde artesãos e comerciantes conviviam com relativa liberdade juntamente com servos que fugiam do campo em busca de uma vida melhor. Diversas regiões da Europa se conectaram através da atividade comercial, destacando-se a planície de Champagne na França como local adequado para se realizar feiras onde mercadores das cidades do sul da Itália, como Gênova e Veneza, que dominavam o comercio com os orientais, podiam se encontrar com mercadores flamengos da região de Flandres, que traziam os produtos produzidos no norte da Europa. Essas trocas eram feitas em moeda que pouco a pouco foi ganhando mais valor, fortalecendo banqueiros, comerciantes e artesãos que compunham a incipiente burguesia européia que futuramente apoiaria a expansão marítima.

Paralelamente a tudo isso, em meados do século XIII algumas fronteiras da Europa Ocidental começaram a ser desenhadas e definidas através de inúmeras batalhas, surgindo territórios nacionais que mantém mais ou menos os mesmos contornos fronteiriços até os dias atuais, como Inglaterra, França e Espanha, por exemplo. Ao contrário da descentralização política que predominava na Europa até então, dentro desses territórios começam a nascer Estados Nacionais com organização político-administrativa centralizada, destacando-se o rei e sua burocracia como sujeitos políticos que não mais se confundiam com o resto da nobreza.

É claro que esses avanços não poderiam seguir seu curso sem percalços e retrocessos que acabariam dando impulso à expansão marítima. Entre os séculos XIII e XIV uma grande crise assola a Europa fazendo-a retornar a um cenário de estagnação. A Guerra dos Cem anos entre França e Inglaterra comprometeu as rotas comerciais que cruzavam o território francês e das quais dependia todo o comércio continental. Epidemias como a peste negra dizimaram a população européia retraindo os mercados consumidores e por conseqüência, a atividade comercial. Mudanças climáticas somadas à organização feudal dos campos que não previa reinvestimento na produção agrícola, levaram a uma escassez de alimentos que abriu caminho para choques violentos entre senhores e camponeses, piorando assim o cenário de estagnação e crise. Também contribuíram para isso a constante remessa de metais preciosos para o Oriente através do comércio de especiarias e artigos de luxo consumidos pela nobreza, e o esgotamento das minas européias de metais preciosos como ouro e prata, dificultando a oferta de moeda e estrangulando então a atividade comercial.

Some-se a esse quadro o monopólio por parte de cidades italianas do sul das rotas mediterrâneas pelas quais circulavam as especiarias vindas do Oriente, o que impossibilitava outras cidades européias de participarem do lucro dessa atividade comercial, e temos então os principais fatores que levaram a burguesia européia a buscar novas alternativas para expandir o comércio, sendo a navegação pelo Atlântico o principal caminho para o início desse processo conhecido como expansão marítima.

18 comentários:

Anônimo disse...

credo mto grande

Anônimo disse...

é muito bom gostye

Anônimo disse...

Credooooooooooooooo é grande de mais

Myllena (Myyh) disse...

Obgh tirei 10 na pesquisa e fuii a única que fiz :)

ANGELA disse...

Maravilhoso está me ajudando muito!!

Anônimo disse...

muinto bom!!!!!!!!!

Anônimo disse...

otimo

Anônimo disse...

Obrigado por postar esse texto, Texto Ótimo, me ajudou bastante com a minha pesquisa!

Anônimo disse...

kibom.

Thallysson disse...

Gosteii muitoo e nao e grande nao me ajudou bstante na prova

Anônimo disse...

Ameei, ajudou muitooo...

Anônimo disse...

O texto e muitto bom mas tem q apresentar informacoes maiores para um bom conhecimento

carolpaixao disse...

obrigado ,vai me ajudar muito na prova que irei fazer..
Deus me ajudoou primeiro dps vc!! #fato
bjos e obrigado

Anônimo disse...

achei vago, mais bom

Anônimo disse...

esse site é otimo ja ate botei no meus favoritos hipoteticamente

Anônimo disse...

esse é o melhor que eu já ví,e aparece bastante coisa pra ler... e é tudo de bom

renata disse...

gostei bastante essencial...renata....

Anônimo disse...

O conhecimento não é para qualquer um, se assim o fossem,todos seriam sábios. O resumo é assim,e normas .Obrigada por contribuir com essa leitura histórica da expanção maritima. valdira, academica do curso em serviço social,manaus-fametro.

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