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Formação da Terra


É praxe na maioria dos cursos de geografia física em nível escolar, se iniciar as aulas com uma apresentação sobre a formação da Terra.  Por formação da Terra entendemos aqui as estruturas do planeta e não sua origem no universo. Talvez lá pela sua terceira ou quarta-série do ensino fundamental uma professorinha tenha te mostrado umas figuras ilustradas bem legais sobre as camadas do planeta Terra. Provavelmente você foi mais uma pobre criança que se perguntou como alguém pode saber que tem magma lá embaixo da Terra sem ter ido lá pra conferir. E depois de ler Júlio Verne com o seu livro “Viagem ao centro da Terra” e ver um monte de filmes de ficção científica sobre esse tipo de viagem, você passou a se perguntar sobre como alguém pode alcançar o miolo do planeta sem ser comido por vermes gigantes ou canibais que moram por lá.

Pois, bem. Acontece que tem uma coisa chamada método científico e ninguém precisou ir até hoje colocar o dedinho no magma pra saber que é quente. Por causa da espessura da Terra, não é possível fazer uma perfuração que se quer chegue perto de seu centro. O aumento da temperatura em direção ao interior do planeta também transformaria qualquer pesquisador em churrasquinho e iria derreter qualquer equipamento. Então, pra chegar até aquele desenho bonito das camadas da Terra que sua professorinha te mostrou, os caras utilizaram uma aparelhagem que registra a propagação de ondas sísmicas, ou seja, um sismógrafo. Um sismo é uma vibração na superfície terrena, como um terremoto, por exemplo. O sismógrafo detecta e mede as ondas naturais ou feitas por explosões artificiais, apontando em que região do interior da Terra se originou o abalo.

Basicamente, o que sabemos sobre a constituição física de nosso planeta é fruto de diversos estudos científicos feitos ao longo dos últimos séculos sem desprezar o que os antigos também já sabiam através de técnicas e que foi confirmado pelo método científico. Bom, afinal de contas, o que sabemos sobre esse planeta azul? Vamos lá. Em termos humanos, a Terra já é uma senhora bem velhinha com seus 4,6 bilhões de anos. Ela passa por um processo de resfriamento que resulta na formação de algumas camadas diferenciadas umas das outras. Nas aulas de ciências aprendemos que toda reação química quando passa por processo de resfriamento terá eliminação de gases e líquidos. Entendendo a Terra como uma imensa reação química que passou (e passa) por processo de resfriamento, observamos que essa reação liberou uma imensa camada de gases chamada “atmosfera” e outra enorme camada de água que cobre 75% da superfície terrestre chamada “hidrosfera” (mares e oceanos). Além da camada gasosa e da camada líquida, a Terra possui uma camada sólida sob a hidrosfera que submerge na forma de continentes chamada “litosfera” (crosta terrestre) que ocupa os outros 25% da superfície.

Até aqui, tudo muito simples, você já conhecia essa divisão. Vamos forçar um pouco a memória agora pra lembrar as camadas em que se dividem a atmosfera e o interior da Terra. Não que saber isso detalhadamente seja necessário para um leigo, mas quem sabe em uma prova ou vestibular desses da vida um nomezinho chato de uma camada te ajude a ganhar uns pontos. E se calhar de você um dia ter um sogro ou uma sogra geólogos, melhor ainda, pois estará garantido um almoço de domingo sem passar vergonha.

A atmosfera possui aproximadamente 1000 km de espessura. Nela encontramos essa coisa que respiramos chamada “ar”. Ela é uma mistura de gases que possuem diferentes pesos, gerando assim camadas diferentes. São cinco camadas denominadas troposfera, estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera. A troposfera é a camada inferior, em contato com a superfície terrena. Sua espessura varia em média entre 12 e 18 km, sendo que nos pólos pode se reduzir a 7 km. Ela é composta por nitrogênio (78%) e oxigênio (21%) além de gases raros (0,9%) mais vapor d’água, gás carbônico e poeira. Você vive e respira na troposfera. A estratosfera inicia-se após a tropopausa e vai até 50 km de altitude aproximadamente. Nela já não há muitas nuvens e a temperatura é bem elevada por causa da famosa camada de ozônio que nos protege dos raios ultra-violetas. A seguir, após a estratopausa, vem a mesosfera até uns 80 km e a temperatura volta a cair até  - 80°aproximadamente. Após a mesosfera, segue a ionosfera até uns 500 km. Essa camada leva esse nome obviamente porque é ionizada, sendo então ótima condutora de eletrecidade e capaz de refletir para a superfície certas ondas eletromagnéticas, o que facilita a radiocomunicação a longa distância. Por fim, a exosfera segue a partir da termopausa (o limite da ionosfera) até a presença dos gases interespaciais e a partir daí temos o espaço sideral.


Voltando aqui pra “terrinha”, vamos verificar então as camadas interiores do planeta. Se compararmos a Terra a um ovo, poderíamos afirmar que a crosta terrestre seria apenas a casca. Sim, a espessura da superfície onde vivemos representa muito pouco em relação aos 6370 km de profundidade do planeta. A crosta terrestre, ou litosfera, se encontra entre 35 e 40 km abaixo dos continentes e cerca de 10 km abaixo dos oceanos. Pra se ter uma idéia, o ser humano só conseguiu perfurar 12 km da crosta. A partir da crosta até 2900 km de profundidade, temos o manto que é composto por minerais ricos em silício, ferro e magnésio. O manto se encontra em estado pastoso e é nele que se encontra o material chamado magma. Após o manto, temos a última camada chamada núcleo ou NIFE (isso porque é rica em níquel e ferro). O núcleo corresponde a 1/3 da massa da Terra e é dividido em duas partes: núcleo líquido e núcleo sólido (a parte mais interior). A temperatura no centro da Terra é da ordem de 7.770° C, o que torna o núcleo mais quente que a superfície do Sol possui temperatura de 6.300° C.

A formação da Terra talvez não seja o assunto preferido dos vestibulares, mas é o tipo de coisa que um estudante deve saber. É coisa básica.  Não adianta também decorar essas estruturas porque ninguém irá perguntar sobre essas nomenclaturas em nível pré-universitário. Então, o que você vai fazer com isso? Calma. Lá na frente, com maiores conhecimentos de matemática, física, química e geografia, esse assunto pode vir à tona e aí você poderá fazer algumas correlações interessantes. Saber essas divisões é um passo elementar, porém essencial para um aprofundamento posterior.


2 comentários:

Fabio AE disse...

Só gostaria de saber uma coisa: quais são as fontes? Creio que essa iniciativa sensacional ganhará mais crédito com as devidas citações de fontes e do(s) autor(es) envolvido(s) na produção dos "posts".

Rhayssa disse...

Bem você colocou as coisas mais especificas que precisava pra entender o que são as 5 camadas da Terra ...
Mais se não for pedir de mais você não poderia deixar um pouco de lado os textos e colocar mais imagens ??


Obs: Rhayssa

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