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Literatura Colonial


De acordo com um critério histórico e cultural, a literatura brasileira pode ser dividida em duas fases: a colonial e a nacional. Desde a carta de Caminha até os dias atuais, pode-se afirmar que a literatura brasileira acompanhou todos os movimentos literários que se desenrolaram no mundo das letras. Vários autores nacionais e muitas de suas obras alcançaram sucesso internacional. A partir de agora, vamos conhecer um pouco melhor a história dessa literatura.
Para começar o estudo da literatura brasileira, tomamos por base o início da colonização portuguesa pois o desenvolvimento dessa literatura se dá no contexto da transposição da cultura ocidental para a América. Inicialmente vamos observar um panorama histórico de todas as escolas literárias brasileiras que permite uma visão geral do terreno que será estudado posteriormente.

ESCOLAS LITERÁRIAS
SÉCULO
ESCOLA LITERÁRIA

XVI
QUINHENTISMO
1500
Carta de Caminha
XVII
BARROCO
1601
Prosopopéia de Banto Teixeira
XVIII
ARCADISMO
1768
Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa
XIX
ROMANTISMO
1836
Suspiros Poéticos de Gonçalves de Magalhães
REALISMO
1881
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
SIMBOLISMO
Missal e Broquéis de Cruz e Souza
XX
PRÉ-MODERNISMO
1902
Os Sertões de Euclides da Cunha
MODERNISMO
1922
Semana de Arte Moderna

O termo “quinhentismo”refere-se à literatura produzida nos anos de 1500 e que no Brasil corresponde à literatura de informação enquanto em Portugal o mesmo termo refere-se ao Classicismo.
Na literatura brasileira, as manifestações literárias se desenvolveram paralelamente à literatura portuguesa. Houve, naturalmente, alguns elementos de diferenciação ditados pela maior ou menor freqüência do sentimento nativista quando autores da era colonial procuraram dar o tom nacionalista às suas obras. Predomina nesse período uma literatura sobre o Brasil feita pelo colonizador português. O primeiro documento literário é a conhecida carta de Pero Vaz de Caminha escrita em linguagem fluente e poética.
Levando em consideração que a literatura é influenciada pelo contexto literário, cultural e histórico em que é produzida, podemos observar como as atividades econômicas do tempo colonial serviram de base para a produção literária.
ERA COLONIAL
1º  Pau Brasil
2 º Cana de Açúcar
3 º Mineração
A extração do Pau Brasil, primeira atividade econômica da colônia, com seu caráter meramente extrativista não favoreceu a fixação do homem (colonizador) à terra, o que propiciava a imagem de um vasto vazio humano além da região costeira. Não havendo povoamento, não há cultura e portanto não há literatura que é um fenômeno cultural, ao menos do ponto de vista ocidental. A literatura portanto se resume ao que é feito fora, aquilo que se escreve sobre a nova terra descoberta a partir de fora, o que se escreve sobre os costumes indígenas, sobre as potencialidades econômicas, sobre a fauna e a flora por exemplo. É a chamada literatura de informação do século XVI.
Essa situação começa a mudar com a plantação de cana de açúcar que veio a ser a segunda atividade econômica da colônia. A plantação de cana de açúcar como atividade agrícola passa a favorecer a fixação do homem à terra e proporciona condições econômica para o povoamento do Brasil. O nordeste açucareiro brasileiro passa então a ser o primeiro centro político, econômico e cultural da colônia. Gregório de Matos e o Padre Antônio Vieira são os grandes expoentes dessa cultura que floresceu com base nessa nova realidade econômica e que tem sua expressão literária no Barroco.
Com a decadência da economia açucareira, a atividade mineradora emerge no século XVIII como a terceira atividade econômica do período colonial. A extração do ouro produziu a formação de uma sociedade rica e opulenta na região de Minas Gerais. Cláudio Manuel da Costa, Tomas Antonio Gonzaga, Silva Alvarenga, Alvarenga Peixoto, Basílio da Gama, entre outros, são nomes que viveram e produziram literatura na realidade mineradora. A expressão artística e literária desse no momento da colônia, do mundo brasileiro do século XVIII, chama-se arcadismo.
Portanto, podemos perceber que a literatura é reflexo muitas vezes de um dado momento cultural e histórico, guardando uma relação muito intensa e muito íntima com esse momento.

7 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom!!!
Super interessante!!

Anônimo disse...

Me ajudou muito em um trabalho escolar.
Obrigado!!!

Anônimo disse...

valeu me ajudou bastante :s

Anônimo disse...

UFA,SALVOU VALEU:P

Anônimo disse...

UFA,VALEU AE!!!!
AJUDOU MUITO:P

Anônimo disse...

nooossa esse site é bom mesmo

Anônimo disse...

muito bom

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