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A Primeira Guerra Mundial


A Primeira Guerra Mundial foi precedida por um período entre 1890 e 1914 conhecido como ‘belle époque’ no qual a hegemonia burguesa e o domínio europeu sobre os outros continentes pareciam estar consolidados. Sob a aparência de tranqüilidade diante da crença no progresso ilimitado das nações européias, se desenrolava um processo de crise no capitalismo que havia se tornado monopolista e imperialista, processo esse que culminaria no conflito armado que ficou conhecido como a Primeira Guerra Mundial.

Para uma compreensão geral do conflito, vamos relacionar as principais causas da Primeira Guerra Mundial. Primeiramente, podemos falar no neocolonialismo do século XIX ou imperialismo. A Itália unificada em 1870 e a Alemanha que se unificou em 1871 entraram tardiamente na corrida por novos mercados, já dominados por Inglaterra e França que já no final do século XIX haviam se tornado as principais potências imperialistas européias, dominando territórios na África e na Ásia no que ficou conhecido como neocolonialismo. Esse fator viria contribuir para a interpretação de que a Primeira Guerra Mundial viria a ser uma redistribuição internacional de mercados.

Em segundo lugar, podemos falar na “política de alianças” como um dos fatores que levaram à Primeira Guerra Mundial. Franceses e Ingleses se deram conta de que ao se digladiarem entre si na luta pelo domínio dos mercados, quem iria se beneficiar seriam os países que haviam chegado atrasados na corrida neocolonialista, como Alemanha e Itália por exemplo. Dessa forma, França e Inglaterra assinam um acordo formando a “Entente Cordiale”. Posteriormente, a Rússia se uniria à “Entente Cordiale” formando então a “Tríplice Entente” já que estava tentando se modernizar com ajuda de capital francês e tinha pretensões na região dos Bálcãs, área de interesse da Alemanha e da Áustria-Hungria. Ao mesmo, países que possuíam problemas semelhantes como a busca de novos mercados, se aliam para fazer frente à Tríplice Entente, criando a “Tríplice Aliança”, formada por pelo Império Austro-Húngaro, Alemanha e Itália. No entanto, quando tem início a Primeira Guerra Mundial, a Itália se alia a Tríplice Entente, lutando ao lado de França e Inglaterra.

Um terceiro elemento a ser considerado como causa da Primeira Guerra Mundial é o período de corrida armamentista ao lado de ausência de guerras na Europa que foi denominado de “Paz Armada”. Era preponderante a idéia de que a paz só poderia ser garantida através do aumento do arsenal militar de cada nação que investiam na produção de armas cada vez mais destrutivas e mantinham seus exércitos em prontidão.

A questão de como mobilizar a população para guerra seria resolvida em parte por um quarto fator que seria a fomentação dos nacionalismos. Destaca-se nesse ponto o revanchismo francês após a perda da Alsácia-Lorena para os alemães, o pan-eslavismo russo que buscava a unificação das nações eslavas sob o domínio da “grande mãe Rússia, o pan-germanismo que vinha ganhando força com as idéias de superioridade da raça ariana entre os alemães, além do nacionalismo sérvio que visava à unificação de regiões que formariam a “Grande Sérvia”.

E seria justamente um questão sérvia que iria servir como estopim para o início da Primeira Guerra Mundial. O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, em Sarajevo em 28 de junho de 1914 por um grupo sérvio conhecido como “Mão Negra”, ativou o sistema de alianças e o conflito armado se iniciou. A guerra iria se desenvolver em algumas etapas bem características que em linhas gerais podem ser divididas da seguinte forma:

- Guerra de movimentos (1914-1915) com as tropas alemãs se deslocando em direção às duas frentes principais, ou seja, a frente oriental representada pela Rússia, e a frente ocidental representada por França e Inglaterra;

- Guerra de trincheiras (1915-1916) como sendo a principal característica da Primeira Guerra Mundial que também viu pela primeira vez a utilização militar de gases tóxicos, aviação e guerra submarina;

- A saída da Rússia em 1917 após a Revolução Russa e posterior acordo de paz entre alemães e russos e entrada dos EUA no conflito. A Alemanha que havia se beneficiado com a saída da Rússia, logo viu a balança pender para o lado de seus inimigos quando os EUA entraram na guerra alegando agressividade marítima por parte dos alemães que teriam afundado navios americanos. Na verdade, até aquele momento os EUA se beneficiavam da venda de armas e mantimentos para ambos os lados, sendo que vendia a prazo para franceses e ingleses e à vista para os alemães. Com a saída da Rússia e a possível derrota de Inglaterra e França, os EUA se viram obrigados a proteger seus créditos concedidos e entra de fato na guerra contra os alemães que se viram em situação difícil, pois ainda que prolongassem a guerra de trincheiras por muitos anos, iria ver seus recursos humanos e econômicos se esgotarem uma vez que sua indústria não poderia concorrer com a americana que não sofria com bombardeios, permanecendo a vantagem dos EUA em termos de esforço bélico e reserva humana;

- Uma revolução interna na Alemanha instaura a República de Weimar após a renúncia do Kaiser alemão, acelerando o final da Primeira Guerra Mundial com a rendição alemã. O cessar-fogo se deu após a formulação de um plano elaborado pelo presidente dos EUA que ficou conhecido como “os 14 pontos de Wilson”, estabelecendo uma paz sem vencedores.

No entanto, o Tratado de Versalhes que selou o fim da Primeira Guerra Mundial impôs uma rendição considerada humilhante pelos alemães que foram culpados pela guerra e sofreram perdas territoriais juntamente com seus aliados e foram obrigados a se desmilitarizarem. Assim, entre as conseqüências da Primeira Guerra Mundial, temos o revanchismo alemão que viria a ser um dos fatores para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. O declínio da hegemonia européia e o surgimento dos EUA como potência hegemônica além da ascensão do socialismo, seriam os principais resultados do conflito que foi o mais mortal da história.

4 comentários:

Chakal disse...

Muito bom mesmo!
Dá para adicionar o pequeno detalhe no revanchismo francês de a Unificação Alemã ter seu marco, ou seja, a coroação do Kaiser Guilherme I ter sido feita no palácio de Versalhes, na França, como mais uma atitude de humilhaçao por parte dos alemães sobre os franceses.
Se a galera ler isso que vocês estão fazendo para o vestibular vai ser só 10!

Anônimo disse...

manero

Anônimo disse...

muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitoooooooooooooooooooooooooooooooooo booooooooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmmm esse resumo

Anônimo disse...

legal gostei muito

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