Não se acentuam os ditongos representados por [ei] e [oi] da sílaba de palavras paroxítonas:
Antes | Atual |
Assembléia | Assembleia |
Idéia | Ideia |
Heróico | Heroico |
Jibóia | Jiboia |
Paranóia | Paranoia |
2. Não se acentuam o i e o u tônicos quando vierem depois de ditongo decrescente em palavras paroxítonas:
Antes | Atual |
Bocaiúva | Bocaiuva[1] |
Feiúra | Feiura |
Baiúca | Baiuca[2] |
Cauíla | Cauila[3] |
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s):
Antes | Atual |
Abençôo | Abençoo |
Crêem | Creem |
Dêem | Deem |
Dôo | Doo |
Enjôo | Enjoo |
Lêem | Leem |
Magôo | Magoo |
Povôo | Povoo |
Vêem | Veem |
Vôos | Voos |
OBS.: Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
Ex: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
OBS.:
(i) Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3.ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3.ª pessoa do singular.
Ex: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
(ii) Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Ex: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
5. Uso do hífen em compostos:
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação.
E Ex: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira,pão-duro, bate-boca.
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo.
b) Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação.
E: Ex: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre.
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação.
E Ex: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
* incluem-se nesse caso os compostos de base oracional: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
d) Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo.
E Ex: gota-d’água, pé-d’água.
e) Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação.
E Ex: Belo Horizonte — belo-horizontino; Porto Alegre — porto-alegrense; África do Sul — sul-africano
f) Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação.
E Ex: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, cravo-da-índia.
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares: bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) / bico de papagaio (deformação nas vértebras); olho-de-boi (espécie de peixe) / olho de boi (espécie de selo postal).
6. Uso do hífen com prefixos:
· Casos gerais:
a) Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. Ex: anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-homem, ultra-humano.
b) Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Ex: micro-ondas, anti-inflacionário, sub-bibliotecário, inter-regional.
c) Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra. Ex: autoescola, antiaéreo, intermunicipal, supersônico, superinteressante, agroindustrial, aeroespacial, semicírculo.
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Ex: minissaia, antirracismo, ultrassom, semirreta.
· Casos particulares:
a) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. Ex: sub-região, sub-reitor, sub-regional, sob-roda.
b) Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Ex: circum-murado, circum-navegação, pan-americano.
c) Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Ex: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, vice-rei.
d) O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras. Ex: coobrigação, coedição, coeducar, cofundador, coabitação, coerdeiro, correu, corresponsável, cosseno.
e) Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas por e. Ex: preexistente, preelaborar, reescrever, reedição.
f) Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. Ex: ad-digital, ad-renal, ob-rogar, ab-rogar.




Um comentário:
muito bom esse site,gostei muito das explicações são bem elaboradas e explicadas,agora quero estar sempre por dentro de cada atualização!
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