I. Emprego do PORQUÊ:
a) PORQUE
• Conjunção que indica uma explicação ou causa, devido a isso costumamos simplificar dizendo que esse é o porquê das RESPOSTAS. Pode ser substituído por pois, já que, uma vez que, como. Exemplos: Não volte tarde, porque à noite a estrada é mais perigosa; Vamos começar sem o Antônio, porque ele sempre falta; Não saímos porque choveu muito.
b) POR QUE
• Usado em oração interrogativa com preposição “por” e um pronome interrogativo “que”, para simplificar, dizemos que esse é o porquê das PERGUNTAS. Pode ser substituído por por qual motivo ou por qual razão. Exemplos: Por que devo estudar gramática?; Não é fácil saber por que as pessoas seguem sendo tão indiferentes aos problemas sociais; Não sei por que você diz isso.
• Usado quando a preposição “por” mais o pronome relativo “que” equivalem a pelo qual. Exemplos: As razões por que partiu ficaram ocultas; A rua por que veio está interditada.
c) POR QUÊ
• Usado em final de frase e seguido de pontuação. Exemplos: Você ainda quer saber por quê?; Eles odeiam, não sei por quê, aquela garota.
d) PORQUÊ
• Usado como substantivo e, por isso, sempre precedido de artigo ou pronome. Exemplos: Não entendo o porquê de tanta briga; Você me deve um porquê.
II. Emprego do MAU ou MAL:
a) “Mau”, com “u”, é um adjetivo e serve para caracterizar uma pessoa ou coisa como “de má qualidade, ruim; de má índole, de maus costumes, malvado”. É, portanto, o contrário de “bom” e sua forma feminina é “má”.
Exemplos: “Os mortos voltarão varrendo os vivos,/ E os maus se afogarão na própria lama” (Olavo Bilac, Tarde); “O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera” (Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo); “Tinha todos os traços de sua raça, os bons e os maus; e muita doçura e tristeza vaga nos pequenos olhos que quase ficavam no mesmo plano da testa estreita” (Lima Barreto, O moleque).
b) “Mal”, com “l”, é advérbio e significa “aquilo que é prejudicial; o que é feito de modo incorretamente; doença, enfermidade; angústia, mágoa, sofrimento”. Seu contrário é “bem”.
Exemplos: “[...] tinha uma vaga impressão de não estar tão mal de aspecto” (Pablo Neruda, Confesso que vivi); “Os ferozes padeiros do mal./ Os ferozes leiteiros do mal” (Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo); “Não estou preocupado, respondeu o genro, disfarçando mal a inquietação” (José Saramago, A caverna).
III. Emprego do ONDE ou AONDE:
a) “Onde” indica o lugar em que se está ou em que se passa um fato. Normalmente, a idéia é de permanência. Exemplo: Onde você está?
Obs.:
b) “Aonde” também indica lugar, porém a idéia é de movimento. Exemplo: Aonde você vai?
Repare que a preposição “a” acrescentada ao “onde”, formando o “aonde” (a + onde), é proveniente da regência do verbo “ir” (quem vai, vai A algum lugar). Sendo assim, sempre que o verbo principal pedir a preposição “a”, usaremos “aonde”, caso contrário, o uso correto será “onde”.
IV. Emprego do HÁ ou A:
a) “Há” indica tempo PASSADO. Exemplos: Partiram há vinte minutos; Isso ocorreu há muito tempo.
Obs.: Como o emprego do “há” já indica passado, dispensa-se, em uma mesma frase, o uso de “atrás” para evitar o pleonasmo ou redundância. Ou seja, dizer “morreu há dez anos atrás” é repetitivo.
b) “A” indica DISTÂNCIA ou tempo FUTURO. Exemplos: Partirão daqui a meia hora; Minha casa fica a quinhentos metros da sua.



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