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Substantivo


O substantivo é a palavra que designa ou nomeia os seres em geral (do mundo real ou imaginário), bem como diferentes entidades, tais como coisas, pessoas, fatos, denominando-as.

CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS

Substantivos concretos e abstratos:

Concretos: designam os seres propriamente ditos, ou seja, os nomes de pessoas, lugares, instituição, etc. São, portanto, referentes individualizados, independentes. Ex: “O HOMEM repousava quando ela chegou”, cidade, senado, árvore, cavalo, Paulo, Brasil, etc.

Abstratos: designam noções, ações, estados e qualidades. Remetem a referentes que se abstraem de outros referentes, não autônomos. “A BELEZA não é tudo”, justiça, velhice, caridade, doença, bondade, viagem, etc.

Substantivos próprios e comuns:

Próprios: Designam um único indivíduo de uma classe, ou seja, identifica um referente único com identidade distinta dos demais referentes, não evidenciando traços ou características de uma classe. Ex: “Antigo palácio fortificado que foi residência de reis franceses, o LOUVRE é hoje o mais famoso museu do mundo, célebre por abrigar algumas das mais importantes obras de arte do planeta, incluindo a estatua de VÊNUS DE MILO e a tela de MONA LISA”.

Comuns: Designam a totalidade dos seres de uma espécie ou uma abstração. Descrevem, portanto, em traços gerais, a classe de entidades à qual pertence o seu referente. Com efeito, todo e qualquer substantivo comum permite uma interpretação do referente pautada pela descrição da classe a que ele pertence. Ex: “O HOMEM ainda vai se destruir, pois, na ânsia de superar a NATUREZA, não aprendeu a respeitá-la”.

Substantivos coletivos:

São substantivos comuns que, no singular, designam um conjunto de seres ou coisas da mesma espécie. Ex: “O Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica do planeta. Segundo o Ibama, órgão responsável pelas listas oficiais de espécies da FAUNA e da FLORA brasileiras ameaçadas de extinção, 219 espécies animais (109 aves, 67 mamíferos, 29 insetos, nove répteis, um anfíbio, um artrópode, um coral, um peixe e um crustáceo) e 106 espécies vegetais correm o risco de desaparecer. Entre elas, algumas estão praticamente extintas, como a ararinha-azul”.

Os substantivos coletivos podem designar:

a)    uma parte organizada de um todo: regimento, batalhão, companhia.
b)    um grupo acidental: multidão, bando.
c)    um grupo de seres de determinada espécie: ramalhete (de flores), boiada (de bois).


FLEXÕES DOS SUBSTANTIVOS

Os substantivos podem variar em número, gênero e grau.

Número: Quanto ao número, os substantivos podem estar no singular, designando um único ser ou um conjunto de seres considerados como um todo (coletivo), tais como “aluno” e “carro”, “povo” e “tropa”, respectivamente; ou no plural, designando mais de um ser ou mais de um conjunto de seres, tais como, “alunos” e “carros”, “povos” e “tropas”, respectivamente.

- Formação do plural

Regra geral: o plural dos substantivos terminados em vogal ou ditongo forma-se pelo acréscimo de “-S” ao seu singular. Ex: mesa/mesas, boné/bonés, peru/perus, casa/casas, lei/leis, boi/bois, mãe/mães.

Também se acrescenta o “–s” no plural dos substantivos terminados em vogal nasal. Tal nasalidade é representada pela consoante “–m”, mas, ao colocar o “–s” final, o “-m” converte-se em “-n”, já que na língua portuguesa não se emprega “ms”, mas sim “ns”. Ex: bem/bens, flautim/flautins, som/sons.

Regras especiais:

a)    Nomes terminados em “–s” (precedido de vogal tônica), “-r”, “-z” e “–n” formam o plural com o acréscimo de “–ES”. Ex: país/países, vez/vezes, mês/meses, pilar/pilares, cânon/cânones, elixir/elixires.

b)    Nomes terminados em “–l”, precedidos de vogal diferente de i, o plural é expresso por meio da perda da letra “l” e acréscimo da forma “–IS”. Ex: jogral/jograis, lençol/lençóis, carnaval/carnavais, coronel/coronéis, azul/azuis, animal/animais.

c)     Nomes terminados em “–l”, precedidos de vogal i, perdem o “–l” e acrescenta-se o “–IS”:

  1. Se a vogal for tônica, ocorre crase (i + i = i):

Fuzil → Fuzi + is → Fuzis
Funil → Funi + is → Funis

  1. Se a vogal for átona, há dissimilação regressiva (i > e):

Fóssil → Fossi + is → Fósseis
Fácil → Faci + is → Fáceis
Difícil → Difici + is → Difíceis

d)    Nomes terminados em “–x” e “–s”, se precedidos de vogal átona, não sofrem variação. Ex: (o, os) tórax, (o, os) tênis.

e)    Plural com alteração de timbre da vogal tônica. Alguns substantivos de vogal tônica “o” fechado, além de receberem a desinência “-s”, mudam, no plural, para “o” aberto (o fechado → o aberto). Ex: corpo – corpos, povo – povos.

f)     Palavras terminadas em “-ão”:

  1. plural regular com acréscimo de “–S”:

cristão – cristãos
sótão - sótãos

  1. antes de receber o “–s”, troca-se  “–o” por “–e”:

alemão – alemães
cão – cães

  1. além da troca de vogal, há uma alternância na vogal “ã” do radical:

sermão – sermões
balão – balões
paixão –paixões

Gênero:

A marcação de gênero nos substantivos em português pode ser feita por meio de três processos diferentes:

a) Flexão: acrescenta-se o morfema flexional átono /-a/ à forma masculina, com supressão da vogal temática, se estiver presente no masculino. O gênero, então, é instaurado a partir da oposição entre o morfema [Ø] de masculino e o morfema [a] de feminino → [Ø] x [a]. Porém, quando a palavra não apresentar a vogal temática, simplesmente acrescenta-se o morfema [a]. Ex: menino [menin + o + Ø] → menina [menin + Ø + a], autor [autor + Ø + Ø] → autora [autor + Ø + a].

OBS.: Ao lado da regra geral de formação do feminino, há casos de:
1. subtração de um segmente da forma masculina: mal/má; réu/ré; irmão/irmã;
2. alternância vocálica: formoso - formosa; novo - nova; porco - porca; avô - avó.

b)    Derivação: alguns sufixos exercem a função de atribuir gênero.

Ex.:     Sufixos formadores de substantivos femininos

–ADA: Boi, Moleque, Feijão, Limão → Boiada, Molecada, Feijoada, Limonada
            –ARIA: Livro, Papel, Peixe → Livraria, Papelaria, Peixaria
            –ESA/-ESSA: Duque, Barão, Conde → Duquesa, Baronesa, Condessa
            -IA: Reitor, Delegado, Burguês → Reitoria, Delegacia, Burguesia
            –INA: Maestro → Maestrina
            –INHA: Galo → Galinha

            Sufixos formadores de substantivos masculinos
            –AL: Laranja, Banana, Pomba → Laranjal, Bananal, Pombal
            –ÃO: Mulher, Faca, Portal → Mulherão, Facão, Portão
            –ARIO: Bicicleta, Rã, Erva → Bicicletário, Ranário, Herbário
            –EIRO: Palha, Tinta → Palheiro, Tinteiro
           
c) Heteronímia: Há casos em que os substantivos masculinos não têm correspondentes em termos morfológicos, por isso se apela ao processo de heteronímia: homem/mulher, genro/nora, cavalo/égua, zangão/abelha, bode/cabra, cão/cadela, carneiro/ovelha, macho/fêmea, marido/mulher, padrasto/madrasta, pai/mãe, zangão/abelha.

Substantivos uniformes:

a) Epicenos: nomes de animais que possuem um só gênero gramatical para designar um e outro sexo. Ex: crocodilo, besouro, condor, gavião, tatu, tigre, rouxinol macho/ fêmea; o macho ou fêmea da borboleta, águia, cobra, mosca, onça, pulga, sardinha.

b) Sobrecomuns: substantivos que têm um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos. Ex: o algoz, o cônjuge, o apóstolo, o carrasco, o indivíduo, o verdugo, a criança, a criatura, a pessoa, a testemunha, a vítima. *Para diferenciar o sexo, diz-se o cônjuge feminino, uma pessoa do sexo masculino.

c) Comuns de dois gêneros: substantivos que apresentam uma só forma para os dois gêneros, distinguindo-se o masculino do feminino pelo gênero do artigo ou de outro determinativo acompanhante. Ex: o/a agente, o/a artista, o/a camarada, o/a colega, o/a colegial, o/a cliente, o/a compatriota, o/a dentista, o/a estudante, o/a herege, o/a imigrante, o/a indígena, o/a intérprete, o/a jovem, o/a jornalista, o/a mártir, o/a selvagem, o/a servente, o/a suicida.

* São comuns de dois gêneros todos os substantivos ou adjetivos substantivados terminados em –ista: o/a pianista, o/a anarquista.

** O substantivo personagem, pode ser empregado como masculino (o personagem) ou feminino (a personagem) indiferentemente, desde que seja mantida a coerência, sendo usado de uma mesma forma ao longo de todo um texto.

Mudança de sentido na mudança de gênero: o cabeça (líder)/ a cabeça (parte do corpo), o caixa (de banco)/ a caixa (recipiente), o capital (dinheiro)/ a capital (de um estado ou país).

Grau: as palavras podem se apresentar em três graus: normal, aumentativo e diminutivo. A gradação do significado de um substantivo se faz de duas formas: sinteticamente, mediante emprego de sufixos especiais (chapeuzinho, chapelão), ou analiticamente, agregando-lhe um adjetivo que indique aumento ou diminuição (chapéu grande, chapéu minúsculo, boca pequena, olhos enormes).

NOTA: o aumentativo e diminutivo nem sempre indicam o aumento e diminuição de um ser ou coisa, essas noções são expressas em geral pelas formas analíticas. Os sufixos diminutivos expressam, muitas vezes, carinho, afeto ou menosprezo: “Que gatinho lindo”, “Que gentinha medíocre”. Da mesma forma, os sufixos aumentativos podem expressar brutalidade, grosseria ou desprezo: “Esse menino é um porcalhão”, “Ele tem um narigão”.

→ Alguns sufixos utilizados na formação do grau sintético:

Diminutivos: -acho (riacho), -ebre (casebre), -eco (jornaleco), -ejo (vilarejo), -elho (rapazelho), -eto (livreto), -ico (namorico), -inho (livrinho), -inha (poeminha), -zinho (rapaizinho), -zinha (irmãzinha), -isco (chuvisco), -ito (pauzito), -ote (velhote), etc.

Aumentativos: -aça (populaça), -aço (volumaço), -ão (povão), -alhão (medalhão), -arão (casarão), -zarrão (homenzarrão), -eirão (vozeirão), -zão (pezão), -ona (mulherona), -uça (dentuça), -aréu (povaréu), etc.

OBS: Muitas formas aumentativas e diminutivas adquiriram no decorrer do tempo significados especiais, muitas vezes dissociados do sentido da palavra da qual derivaram. Neste caso, não falamos mais em aumentativo e diminutivo, pois se tornaram palavras em sua acepção normal. Ex: cartão, ferrão, corpete, pastilha, vidrilho, cavalete, portão, flautim, folhinha (calendário), etc.

3 comentários:

Anônimo disse...

Boa noite!
O conteúdo do site é ótimo seria melhor se tivesse
exercícios e simulados com gabarito.
grata

Gaspar Dellas Cores disse...

obrigado pela informação

Gaspar Dellas Cores disse...

valeu malta

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