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Pronomes indefinidos


São os pronomes que se aplicam à 3ª pessoa gramatical, quando considerada de modo vago e indeterminado. Essa classe de pronomes é composta por elementos de natureza heterogênea: uns são indefinidos quanto à referência, enquanto outros são indefinidos quanto à quantidade. A indefinição semântica é o traço comum que os une. Os pronomes indefinidos apresentam formas variáveis e invariáveis:

Variáveis
Invariáveis
Masculino
Feminino
algum            alguns
alguma                  algumas
alguém
nenhum         nenhuns
nenhuma               nenhumas
ninguém
todo              todos
toda                      todas
tudo
outro             outros
outra                     outras
outrem
muito             muitos 
muita                     muitas
nada
pouco             poucos
pouca                     poucas
cada
certo              certos
certa                     certas
algo
vário              vários
vária                     várias

tanto              tantos
tanta                     tantas

quanto            quantos
quanta                   quantas

qualquer         quaisquer
qualquer                quaisquer


*Locuções pronominais indefinidas: são grupos de palavras que equivalem a pronomes indefinidos. Ex.: cada um, cada qual, quem quer que, todo aquele que, seja quem for, seja qual for, etc.

Valor e emprego de alguns indefinidos:

1. NADA: equivale a “nenhuma coisa” ou “alguma coisa” em frases interrogativas do tipo: “Você não comeu nada?”. Acompanhando adjetivo ou verbo intransitivo pode ter valor adverbial. Exemplo: Não é nada tolo./ O cavalo favorito não correu nada.

2. NINGUÉM:

a) Rejeita o não. Exemplo: Ninguém o procurou (e não, “ninguém não o procurou”).

b) Pode ser precedido de não ou combinar-se com jamais, nunca, nem, sem. Exemplo: Não havia ninguém na sala./ Ninguém jamais o procurou./ Saiu sem que ninguém o percebesse.


3. CADA:

a) É empregado como pronome adjetivo. Na ausência de substantivo, acompanha “um” ou “qual”. Exemplo: No fim das contas a cada um basta sua própria dor./ Custam cinco reais cada uma./ Cada qual sabe o que fazer./ Venha cada qual com o seu par.

b) NÃO se usa “cada um(a)” antes de substantivos que indicam valor ou medida, pois “cada” já traz a idéia de unidade. Exemplo: Cada hora (e não: cada uma hora); cada real, cada quilômetro, cada quilo, cada ano.

c) CADA X TODO: “cada” indica diversidade, sendo usado quando a ação não é a mesma, já “todo” é usado quando a ação é a mesma. Exemplo: Usa cada dia um terno diferente (um dia, um, outro dia, outro)./ Estuda inglês todo dia./ Muda de casa todo ano.

d) Pode ter valor intensivo. Exemplo: Você tem cada uma!/ Você tem cada lembrança.

e) Pode ser usado antes de numeral. Exemplo: Cada 3 dúzias custam cinco reais./ Cada seis pessoas formarão um grupo.

3. TODO:

a) Quando singular e junto de artigo, significa “inteiro”. Exemplo: Todo o edifício será pintado (= o edifício inteiro).

b) Sem o artigo, significa “qualquer”. Exemplo: Todo edifício será pintado (= qualquer edifício).

c) “Todo” + nomes geográficos: o artigo só aparece quando o nome o pedir. Exemplo: Todo o Brasil; toda a Alemanha; todo Portugal; toda Paris.

d) “Todo” + nome: sempre acompanhado de artigo, exceto quando se lhe seguem pronomes. Exemplo: Todos os brasileiros; todas as mulheres; todos aqueles jornalistas; todas aquelas senhoras.

e) “Todo” + numeral: tem artigo quando há substantivo. Exemplo: Todos os três relógios./ Todas as cinco meninas./ Todos três são excelentes profissionais.

f) Nas locuções adverbiais, como não há duplo sentido (não há duas formas), sempre aparece o artigo. Exemplo: A todo o instante; em todo o lugar; a todo o custo; em todo o caso; por toda a parte; a toda a hora; todo o mundo; etc.

4. NENHUM:

a) Anteposto ao substantivo, normalmente, varia em gênero e número. Exemplo: Não sentia nenhumas cócegas./ Não temos nenhuns meios de resolver isto.

b) Posposto ao substantivo, pode variar em gênero, mas não varia nunca em número. Neste caso, o substantivo deve ser singular sempre. Exemplo: Não havia fruta nenhuma./ Não entrou com recurso nenhum.

c) Anteposto ao substantivo, “nenhum” tem sentido geral e é antônimo de “algum”. Exemplo: Não lhe restou nenhuma vaidade./ Ainda lhe resta alguma vaidade.

5. MUITO:

a) Varia quando precede substantivo e adjetivo. Exemplo: Muitos homens; muita água; muitas pessoas/ muita boa vontade; trouxe muitas boas novas.

b) É invariável quando for advérbio (modificando outro advérbio, um verbo ou um adjetivo). Exemplo: Eram muito bons./ Estavam muito doentes./ Estava muito satisfeita./ Falavam muito alto.
Observe a diferença: Havia muitos bons homens ali (= muitos homens bons) X Eram muito bons aqueles homens (= aqueles homens eram muito bons).

c) “Muito pouco”: é invariável. Exemplo: Havia muito poucos carros na cidade./ Eram muito poucas as candidatas ao emprego.

6. BASTANTE:

a) No valor de adjetivo, equivale a “suficiente” e é variável. Exemplo: Há provas bastantes de seu conhecimento em sua tese.

b) No valor de advérbio, equivale a “muito” e é invariável. Exemplo: Essas pessoas trabalharam bastante./ Elas estão bastante cansadas./ Eles vivem bastante bem.

7. OUTRO:

a) “Outro dia” ou “o outro dia” = um dia passado, mas próximo. Exemplo: Outro dia mesmo, te vi na casa do Joaquim.

b) “No outro dia” ou “ao outro dia” = no dia seguinte. Exemplo: Contei tudo à polícia, no outro dia o salafrário já estava preso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tenho dúvida quanto ao uso da saudação " a todos e a todas" num discurso; ela é correta?

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