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Arcadismo Português

Contexto português:

• Despotismo Esclarecido: Para entender o que foi este novo regime, temos que primeiro lembrar que o Absolutismo tradicional defendia a subordinação do rei às leis de Deus, aos costumes do país e às leis promulgadas pelos monarcas. Com a influência das ideias iluministas, pautadas na Razão e emancipadas das explicações religiosas, surge uma forma de governar denominada pelos estudiosos como Despotismo Esclarecido. Neste, considera-se que as leis de Deus, os costumes e leis da nação deveriam ser interpretados pelo soberano. Outra marca desta forma de governar é visão progressista e reformista advinda do iluminismo. Em Portugal, o monarca que melhor representa esse regime é o Marques de Pombal.

• Direito: Fundamentado na Razão. A lei de 1970 unifica a jurisdição em todo o país, buscando a abolição dos privilégios feudais, um dos passos para uma ascensão da burguesia em detrimento do antigo prestígio e poder da nobreza feudal.

• Ensino: Reforma do ensino: substituição da educação feudal por um ensino mais progressista, influenciado pelas ideias de Verney (“Verdadeiro Método de Estudar”).

• Terremoto: Em 1775, metade de Lisboa foi destruída por um terremoto. O Marquês de Pombal decide não reconstruir a cidade tal como ela era, mas sim levantar uma nova cidade, racionalmente planejada, com ruas, praças e casas traçadas a régua e compasso, uma cidade, enfim, “iluminada” (referência ao Iluminismo).

• Morte de D. José I e reconhecimento da demência de D. Maria I (1777 – 1795): período de anulação de alguns avanços: aristocracia volta à corte; jesuítas voltam a ensinar; repressão aos adeptos do regime pombalino.

• Posse de D. João VI: Período de obscurantismo e estagnação, marcado pela tortura e violência policial. Esse crítico contexto político serviu de escopo às sátiras de Bocage, o “Poeta Maldito”.

Contexto literário português:

• Arcádia Lusitana: fundada em 1756, dá início ao novo movimento literário, marcado pelas novas teorias sobre arte poética, de Cândido Lusitano, pela negação do Barroco e pela tentativa de restabelecer a simplicidade e equilíbrio da arte renascentista e antiga. Nela estavam os adeptos mais ortodoxos do novo credo literário. De limitado talento lírico, fulguram no arcadismo português como figuras menores.
Estiveram filiados à Arcádia Lusitana os poetas: Antonio Dinis da Cruz e Silva, Pedro Antônio Correia Garção e Domingos dos Reis Quita.

• Nova Arcádia: fundada em 1970 com o nome de Academia das Belas-Letras, foi logo depois denominada Nova Arcádia. Associaram-se a ela os poetas Domingos Caldas Barbosa, Bocage, José Agostinho de Macedo, Luís Correia França e Amaral, entre outros. Mas, divergências internas surgiram entre Bocage e Macedo, provocando o que se chamou de “guerra dos vates”, que culmina no afastamento de Bocage da Nova Arcádia.

• Dissidentes: Além das duas principais Arcádias, outras foram organizadas, tais como a Arcádia Portuense, Arcádia Conimbricense, Árcades de Guimarães. Muitos renegaram a Arcádia e criaram outras agremiações para combatê-la e outros, ainda, tiveram trajetória independente. Para Massaud Moisés (2008), o espírito polêmico, abalado, rebelde, insatisfeito desses dissidentes levou à produção da melhor poesia da época, devido, ou pelo exemplo camoniano seguido por eles, ou por revelarem as contradições prenunciadoras do Romantismo. Por isso, alguns desses poetas podem ser rotulados de pré-românticos, em especial José Anastácio Cunha, Marquesa de Alorna e, mais notadamente, BOCAGE (este, melhor discutido no próximo tópico, no qual lhe dedicamos atenção exclusiva).

Um comentário:

Anônimo disse...

cara na boa da uma relida ae pq o cara coloco q a nova arcadia foi em 1970 quando na verdade foi em 1790

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