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Concordância Verba II

2. Verbo com mais de um sujeito (ou sujeito composto)

• O verbo vai para o plural, mas quanto à pessoa ele pode ir para a 3ª pessoa se os sujeitos forem de 3ª pessoa ou ir para a 1ª ou 2ª pessoa caso um dos sujeitos estejam em uma dessas pessoas. Ex.:
Tio Firmino e Tia Gertrudes faleceram há dois anos.
Eu e Maria já vamos embora.
E tu, vens?

• O verbo pode concordar apenas com o sujeito mais próximo quando:
a) Os sujeitos vêem depois dele. Ex.:
Naquele dia passou o vendedor de verduras e o carro de pamonhas.

b) Quando os sujeitos são sinônimos ou quase sinônimos. Ex.:
A sujeira, a imundicie da praia afastou os turistas.

c) Quando há enumeração. Ex.:
A fome, a sede, o cansaço levou-o a desistir.

• Sujeitos resumidos por pronome indefinido (tudo, nada, nenhum, cada qual, outro, ninguém, etc.).

O verbo fica no singular. Ex.:
As jóias, os móveis, as terras, o gado, tudo foi a leilão.
Passeios, jogos, compras, nada resolveu.

• Sujeitos representando mesma pessoa ou coisa

O verbo fica no singular. Ex.:
A bandeira, o símbolo de nossa nação, o nosso emblema, foi por eles banhada em sangue.
João, o espertalhão, o malandro, o ligeirinho, sempre leva todo mundo na conversa.

• Sujeitos ligados por “ou” ou “nem”

O verbo vai para o plural se o fato expresso pelo verbo puder ser atribuído a todos os sujeitos. Ex.:
Nem o amor nem a consideração o impediram de partir.

O verbo vai para o singular quando o fato que ele expressa só pode ser atribuído a um dos sujeitos. Ex.:
O governador ou um representante comparecerá na inauguração.

• Sujeitos ligados por “com”

Se o “com” for um conectivo aditivo, ligando os núcleos, o verbo irá para o plural. Ex.:
A mãe com o pai dormiram fora de casa.
O estilista com as costureiras fizeram o melhor traje da festa.

Se o “com” introduz um adjunto adverbial de companhia, o verbo concorda com o sujeito. Ex.:
A madame, com seus cachorrinhos, foi ao shopping.
As filhas, com a mãe, voltaram das compras.

• Sujeitos ligados por “como”

O verbo pode ir para o plural ou concordar com o mais próximo. A escolha dependerá da ênfase desejada. Ex.:
Papai Noel, como coelho da Páscoa, não existe/existem. (a opção do singular destaca o fato de Papai Noel não existir, e a opção plural engloba também o coelho da páscoa).
Tanto um como o outro não merecem suas lágrimas. (“tanto como” produz normalmente a ideia de soma, o que justifica nossa escolha pelo plural, englobando os dois sujeitos).

• Sujeitos ligados por “bem como” ou “assim como”

O verbo concorda com o primeiro elemento. Ex.:
O dinheiro, bem como a fama, não deve subir à cabeça.
O carro, assim como a moto, ficou destruído.

• Sujeito é uma das expressões “um e outro”, “nem um nem outro”, “nem... nem”

O verbo poderá ficar no singular ou no plural. Mas se houver reciprocidade o plural é obrigatório. Ex.:
Um e outro morreu/morreram.
Nem um nem outro desrespeitou/desrespeitaram as regras.
Um e outro se odeiam desde criança. (reciprocidade)

• Sujeitos com núcleos antecedidos do pronome “cada”

O verbo fica no singular. Ex.:
Cada testemunha, cada suspeito deu uma versão dos fatos.
Cada grito, cada ofensa, cada bofetão ficou guardado no coração do pequeno orfão.

• Infinitivos sujeitos

Quando o sujeito for composto de dois ou mais infinitivos, o verbo fica no singular. Ex.:
Sonhar e inventar dá sabor à vida.

O verbo pode ir para o plural se os infinitivos expressarem ideias contrárias ou se vierem determinados por artigo. Ex.:
Rir e chorar são coisas essenciais na vida.
O cair e o levantar são o melhor ensinamento que a vida podia nos dar.

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