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Invasão Holandesa

A Invasão Holandesa ocorreu entre os anos de 1624 e 1654, data que assinala o término da Insurreição Pernambucana. Mesmo sendo considerado um só processo, a invasão holandesa possui duas fases: a primeira constituiu a tentativa de tomar a Bahia; e a segunda, Pernambuco.

Entre as motivações da invasão está a formação de união ibérica. Após a morte do cardeal D. Henrique em 1580, que governava Portugal, a coroa portuguesa não possuía um sucessor em Portugal. O trono português foi então conquistado por Felipe II, rei da França. A união de Espanha e Portugal em um só reino levou o nome de União Ibérica, e perdurou até 1640, quando a família Bragança reconquistou o trono português. Com a formação da União Ibérica, o Brasil passou a estar subordinado ao sistema administrativo espanhol.

A Holanda (que pertencia aos Países Baixos), desde os finais da Idade Média se firmou como o centro comercial e financeiro do mundo, contudo os Países Baixos eram uma província espanhola. Com a expansão do protestantismo, os Países Baixos aderiram ao calvinismo, o que gerava uma situação de atrito com sua metrópole católica. Após sucessivos conflitos, em 1581 a Holanda, a porção norte dos Países Baixos proclamou sua independência.

Desde a primeira metade do século XVI, a Holanda investiu pesadamente na produção açucareira brasileira: exclusivamente a ela competia a refinação e distribuição do açúcar. A independência holandesa levou Felipe II a proibir o comércio com a Holanda, e isto evidentemente englobava o Brasil.

Neste cenário, se dá a primeira tentativa de invasão holandesa ao Brasil. Em 1624,os holandeses conseguiram desembarcaram em Salvador, então capital do Brasil e em menos de 24 horas dominaram a cidade. Contudo a resistência dos colonos somada à força das esquadras de Felipe II, fez com que no ano seguinte os holandeses batessem em retirada.

Apesar do fracasso, não foi o suficiente para desistir do projeto e em 1630, invadiram Pernambuco. A invasão holandesa dominou as cidades de Recife e Olinda, as principais cidades da capitania. A população local não partiu em defesa do domínio espanhol porque eram em sua maioria luso-brasileiros e não se sentiam súditos de Felipe II. Além disso, o embargo espanhol trazia graves prejuízos aos senhores de engenho de Pernambuco, o que facilitou ainda mais a ação holandesa. Entre os pernambucanos que auxiliaram os holandeses se destaca Domingos Fernandes Calabar, que aliou aos holandeses, mas em 1635 foi executado pelo governador de Pernambuco Matias Albuquerque.

Para administrar as terras recém-ocupadas, foi enviado em 1637 o conde holandês João Maurício de Nassau. O conde garantiu aos senhores de engenho liberdade religiosa, respeito às propriedades, proteção, crédito para compra de novos escravos e construção de engenhos. Essas medidas garantiram a recuperação da economia açucareira local (abalada pelas sanções espanholas) e trouxeram novos lucros à Companhia das Índias Ocidentais, empresa comercial holandesa que realizava transações na África e na América.

Durante sua administração, Nassau remodelou e urbanizou Recife e trouxe artistas e cientistas provenientes da Holanda. Também expandiu a conquista holandesa no nordeste do Brasil e ocupou regiões que forneciam escravos para o Brasil como São Paulo de Loanda e São Jorge da Mina.

Mas com a restauração do trono português, a expansão holandesa foi freada. Em 1640 D. João IV se tornou rei de Portugal, mas como estava arruinado Portugal não tinha condições financeiras de expulsar os holandeses. A solução foi assinar um acordo proibindo a expansão holandesa em possessões portuguesas, o que não foi cumprido. Além disso, a relação entre senhores de engenho e mercadores holandeses estava desgastada por uma série de fatores naturais (secas, epidemias, incêndios...) que faziam com que os senhores de engenho não conseguiam a estabilidade financeira necessária para pagar suas dívidas com os holandeses. Os juros dos empréstimos disparava.

Os donos da Companhia das Índias por sua vez também se encontravam em dificuldades financeiras em função de conflitos na Europa, e decidiram explorar ao máximo suas possessões no nordeste, aumentando o preço dos impostos e cobrando as dívidas.

O resultado foi a insurreição pernambucana, conflito que opôs luso-brasileiros a holandeses e que durou 1654. O lado luso-brasileiro congregou brancos, negros e índios na luta contra os holandeses. A vitória contra os holandeses se deu após o início de uma guerra na Europa entre Holanda e Inglaterra, que inevitavelmente enfraqueceu o lado holandês principalmente porque os ingleses se aliaram ao lado português para lutar contra o inimigo comum.

Após alguns conflitos entre Holanda e Portugal, este sempre amparado pela Inglaterra, finalmente foi assinada a Paz de Haia. Pelo acordo, Portugal devia pagar uma indenização fabulosa a Holanda em função da artilharia deixada no Brasil. É a partir deste momento que se inicia a dependência de Portugal, e conseqüentemente do Brasil, da Inglaterra.

Para o Brasil, a invasão holandesa foi um marco na história econômica do Brasil. Nela estavam contidos, paradoxalmente, um novo fôlego para a economia açucareira seguido de sua decadência, que conduziria o Brasil a sua primeira crise econômica.

8 comentários:

Anônimo disse...

muito bom aprendi muito e terminei meu trabalho

Anônimo disse...

Não seria Felipe II, rei da Espanha ( e não o Felipe II da França)

Anônimo disse...

isso mesmo Felipe II , rei da Espanha e não rei da França , Porque a União Ibérica Foi entre Portugal e Espanha .

Anônimo disse...

gostei muito msm!!!!!!!!

Anônimo disse...

muuito bom msm!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Muito bom terminei meu trabalho. Mas Felipe II é rei da Espanha e não da França

Anônimo disse...

é tão bom assim mesmo?

Anônimo disse...

gostei muito

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