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Pronomes demonstrativos

São aqueles pronomes que fazem referência às pessoas do discurso, estabelecendo, entre elas e os seres por elas designados, uma relação de proximidade ou distanciamento, no tempo e no espaço. Os pronomes demonstrativos mantêm um vínculo com os pronomes pessoais à medida que indicam, com relação às pessoas do discurso, o que delas está próximo ou distante, no espaço e/ou no tempo.

A capacidade de mostrar um objeto sem nomeá-lo, a chamada FUNÇÃO DÊITICA, é a que caracteriza fundamentalmente esta classe de palavras.

Os demonstrativos também são empregados para lembrar ao ouvinte ou ao leitor o que já foi mencionado ou o que se vai mencionar: é o que chamamos FUNÇÃO ANAFÓRICA. Exemplo: “Os homens e as mulheres jamais se entenderão: estas os acusam de machistas; aqueles não aceitam a postura feminista delas.”

Os pronomes demonstrativos apresentam formas variáveis e invariáveis:
• As formas invariáveis funcionam sempre como pronomes substantivos. As formas variáveis podem funcionar como pronomes adjetivos ou como pronomes substantivos. Exemplo:
Isto é meu. (substantivo)
Este livro é meu. (adjetivo)
Meu livro é este. (substantivo)
• Os demonstrativos podem combinar-se com as preposições de ou em, tomando as formas: deste(a)(s), desse(a)(s), daquele(a)(s), disto, disso, daquilo, neste(a)(s), nesse(a)(s), naquele(a)(s), nisto, nisso, naquilo.
*Aquele, aquela e aquilo podem, ainda, contrair-se com a preposição a, dando: àquele, àquela e àquilo.
• Também podem ser demonstrativos: o, a, os, as, mesmo, próprio e tal.
Valores gerais dos pronomes demonstrativos:

Emprego:
1. No interior do discurso, os demonstrativos servem para fazer referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer.
Este (e variações) faz referência àquilo que vai ser dito posteriormente. Exemplo: Espero sinceramente isto: que seja muito feliz.
Esse (e variações) faz referência àquilo que já fio dito no discurso. Exemplo: Que seja muito feliz: é isso que espero.
 
 
• Quando queremos aludir, discriminadamente, a termos já mencionados, servimo-nos do demonstrativo aquele, para se referir ao primeiro termo, e do demonstrativo este, para retomar o que foi dito por último. Exemplo: Romance e Suspense são gêneros que me agradam, este me deixa ansioso, aquele, sensível.
 
 
2. O pronome demonstrativo, quando adjetivo, normalmente precede o substantivo que ele determina. Exemplo: Estes homens e estas mulheres já sofreram o bastante. Porém, ele também pode vir posposto ao substantivo no intuito de reforçar o que foi dito anteriormente. Exemplo: Chama-se Luís o rapaz que nos roubou, rapaz esse que batizei e amamentei.

3. Esse (e mais raramente este) emprega-se também para colocar em destaque um substantivo que lhe venha anteposto. Exemplo: Martinha, essa é espevitada./ O Joaquim, esse andava na vadiagem.

 
4. Os pronomes demonstrativos também podem expressar diferentes matizes afetivos. Exemplos:
 
 
Mais essa agora! (espanto, surpresa)
Aquilo é que são pernas. (admiração, apreço)
Isso não vai ficar assim! (indignação)
Não dá para acreditar que uma moça tão inteligente tenha virado aquilo. (comiseração, pena)
Aquela gentinha me paga. (desprezo)
Essa menina, essa menina... (malícia, ironia)
5. O, AS, OS, AS são pronomes demonstrativos quando significam aquele(s), aquela(s), aquilo ou quando equivalem a isto, isso. Exemplo: Recuso o (aquilo) que eles alegaram./ Ser feliz, é o (isso) que importa.
 
 
6. TAL é demonstrativo quando sinônimo de: este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo ou quando for sinônimo de “semelhante”. Exemplo: Tal (aquela) era naquela época a situação do país./ Assustei-me ao vê-la em tal (semelhante) estado.

7. MESMO e PRÓPRIO são demonstrativos quando têm o sentido de “exato”, “idêntico”, “em pessoa”. Exemplo: Ela mesma (em pessoa) fez o bolo./ No mesmo (exato) momento.

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