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Tabela Periódica

A tabela periódica foi concebida para organizar os vários elementos químicos que foram sendo descobertos ao longo do tempo. Hoje temos conhecimento da existência de por volta de 116 elementos, dos quais, aproximadamente 20% não são encontrados puros na natureza, mas foram sintetizados em laboratórios. O elemento natural de maior número atômico é o urânio (Z = 92). Todos os outros elementos químicos de números atômicos maiores que o do urânio são, portanto, sintéticos.

Mas, se a tabela periódica foi feita para organizar os elementos químicos, devemos então saber quais os critérios utilizados para isso. A distribuição dos elementos da tabela, como você verá logo em seguida, leva em conta as características e propriedades dos mesmos. Observe a tabela periódica abaixo:

As primeiras informações a respeito de como os elementos estão agrupados na tabela nos são dadas pelas cores. Em azul os metais, em alaranjado os semimetais, em roxo ou lilás os não metais e em verde os gases nobres.

Se você observar melhor, verá, ainda, que os símbolos dos elementos também veem escritos em cores diferentes. Os que estão em azul escuro são os elementos que são encontrados, nas condições normais de temperatura e pressão, no estado sólido. Os que estão em azul claro são encontrados no estado gasoso. Aqueles que veem escritos em branco são encontrados no estado líquido. E os que estão escritos em rosa são os elementos artificiais ou sintéticos. É claro que essas cores variam de tabela pra tabela, e é por isso que você deve estar atento à legenda de cada tabela periódica. As informações que acabamos de dar estão, como você pode ver, explicadas logo abaixo de nossa tabela, na legenda.

Juntamente com o símbolo do elemento há um número que geralmente vem inscrito no lado superior esquerdo do elemento, mas que em nossa tabela vem logo acima: é o seu número atômico (Z). Se você observar, verá que os elementos químicos estão colocados na tabela periódica em ordem crescente de número atômico.

Outra observação que podemos fazer analisando a tabela é que ela é constituída por 7 linhas e 18 colunas. As linhas são chamadas de período e as colunas de família. Recapitulando seus conhecimentos sobre a eletrosfera do átomo você poderá notar que o número de períodos coincide com o número de camadas eletrônicas da eletrosfera. Claro que não se trata de uma coincidência. O número do período em que se encontra um determinado elemento será o número de camadas que ele possui. Tomemos, por exemplo, o elemento alumínio (Al), de número atômico 13. Vamos fazer sua distribuição eletrônica:

Pela distribuição eletrônica acima, sabemos que o alumínio tem 3 camadas. Ora, se você procurar o alumínio na tabela periódica, verá que ele se encontra do 3º período (terceira linha da tabela).

Obs.: Não precisa perder tempo fazendo a distribuição de todos os elementos. Acredite, todos dão certo!

Ainda levando em conta as informações a respeito da distribuição eletrônica do átomo de cada elemento, também podemos identificar pela tabela periódica qual o seu último subnível eletrônico. Fazendo a distribuição de todos os elementos podemos notar que há na tabela blocos bem definidos, observe:

Aos blocos “s” e “p” pertencem os elementos representativos, no bloco “d” estão os elementos de transição e nos blocos “f” temos os elementos de transição internos, lantanídeos e actinídeos.

A esta altura, você já deve ter percebido que a disposição dos elementos na tabela periódica tem uma estreita relação com as suas configurações eletrônicas. Para terminar, a informação que falta dessa configuração eletrônica é a quantidade de elétrons que o átomo de cada elemento possui na sua última camada. Esse número, para os elementos representativos, vem identificado pelo número das famílias, ou seja, das colunas.

Antigamente, as famílias eram divididas em A e B, cada uma com oito colunas (assim como na tabela que colocamos logo no início do tópico). Mas, segundo recomendação da IUPAC, hoje essas famílias são numeradas de 1 a 18. Sendo assim, as famílias dos elementos representativos são: 1, 2, 13, 14, 15, 16, 17 e 18. Nessas famílias, o número de elétrons na camada de valência dos elementos que nela estiverem será respectivamente 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Vamos conferir?

Até agora vimos as informações que a tabela periódica pode nos dar a respeito das características gerais dos elementos. Vamos ver agora, duas importantes propriedades dos elementos que são dadas pela tabela.

1. Tamanho do átomo do elemento:

O tamanho do átomo dos elementos da tabela periódica aumenta da direita para a esquerda e de cima para baixo, de modo que no lado inferior esquerdo estejam concentrados os elementos de maiores átomos. Veja isso na ilustração abaixo:


2. Eletronegatividade:

A eletronegatividade dos elementos aumenta da esquerda para a direita e de baixo para cima, de modo que no lado direito superior da tabela ficam concentrados os elementos mais eletronegativos. Estão fora dessa propriedade os gases nobres (família 18), pois eles não têm eletronegatividade. Veja na ilustração abaixo:


Você deve ter notado que o tamanho do átomo de um elemento é inversamente proporcional à sua eletronegatividade. Se você pensar um pouquinho, vai ver que esse fato tem toda lógica. Quanto maior um átomo, maior é sua eletrosfera e, portanto, maior a quantidade de camadas de sua eletrosfera. Quanto mais camadas, mais distantes do núcleo estão as últimas e, logo, menor a atração com o núcleo e mais facilidade em perder os elétrons da camada mais distante. De forma inversa, quanto menor o átomo, menor o número de camadas na eletrosfera e maior proximidade com o núcleo e, logo, mais difícil de perder elétrons.

É por isso que quando estudamos ligação iônica dizemos que os metais são propensos a ceder elétrons e os ametais a receberem.

Viu quanta informação podemos retirar da tabela periódica?! É por isso que você deve ter ela sempre em mente, pois isso te ajudará, e muito, a entender os outros tópicos de química.

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