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2ª lei de Mendel

A segunda lei de Mendel, ou lei da segregação independente, diz que os “fatores”, ou genes, separam-se independentemente e combinam-se ao acaso durante a formação dos gametas.

Vamos relembrar que a primeira lei de Mendel, que diz que cada característica é determinada por dois fatores, sendo que cada gameta carrega apenas um desses fatores. Aqui, na segunda lei, podemos dizer que fatores para uma característica, por exemplo, cor dos olhos, combinam-se aleatoriamente com outros fatores, como por exemplo, cor dos cabelos no momento que estão sendo formados os gametas. 

Há, de fato, alguns genes que seguem a segunda lei de Mendel e que são totalmente independentes entre si, mas há também o que chamamos de linkage, quando a separação desses “fatores” não é tão independente. Isso ocorre porque os “fatores”, na verdade, são alelos que podem estar presentes em um mesmo cromossomo e por isso serão herdados juntos e dizemos então que eles estão ligados, ou em linkage. Na época, Mendel não pensou nessa probabilidade, porque não se sabia que os fatores que determinavam herança estavam inseridos em cromossomos.

Abaixo encontra-se dois exemplos, um que segue a 2ª lei de Mendel e outro que está em linkage, você consegue distinguir entre os dois?

Os genes A e B seguem a segunda lei de Mendel (cromossomos separados) enquanto os genes A e C encontram-se em linkage (mesmo cromossomo).

Mesmo quando duas características estão no mesmo cromossomo, elas podem ser herdadas separadamente. Como? Por um processo conhecido como crossing-over, ou permutação. Na gametogênese é necessária a meiose, um tipo de divisão celular que separa cromossomos homólogos. Na prófase I da meiose, esses cromossomos devem se emparelhar, para permitir a correta separação, porém é nesse estágio que podem ocorrer os quiasmas, que são quando partes de um cromossomo se sobrepõe a outro, permitindo que ocorra então a troca de pequenos fragmentos entre esses cromossomos. Essa troca é o que chamamos de crossing-over. Esse é um fenômeno relativamente comum, que acaba dissociando alelos que estavam em um mesmo cromossomo, formando combinações cromossômicas inteiramente novas, aumentando a diversidade ao longo das gerações.

Um fenômeno interessante decorrente do crossing-over é que quanto mais longe um gene estiver de outro no cromossomo, maior a chance de que ocorra uma quebra entre eles e que eles se separem durante a meiose. Do mesmo modo genes que estão muito perto se separam muito raramente. Com isso, observando a descendência de algumas características é possível saber se elas estão no mesmo cromossomo, e ainda mais, qual a distância entre elas, possibilitando a construção de um mapa genético, com a distância relativa deduzida de alguns genes.


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