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Briófitas

As briófitas, sendo os musgos seus representantes mais conhecidos, são plantas avasculares (sem xilema e floema), de pequeno porte (até 10cm) que vivem em ambiente aquático doce ou terrestre úmido.

Esses organismos foram os primeiros vegetais complexos a surgirem na Terra, e possuem importância ecológica para manter as encostas de rios e lagos, através do entrelaçamento de seus rizóides.

O transporte de água e minerais ao longo do corpo da planta ocorre por difusão célula a célula (veja figura abaixo), sendo um processo bem lento. Como essas plantas também não possuem raízes desenvolvidas, apenas rizóides, a absorção de água é um processo também lento, o que impede a planta de possuir um porte maior.
 
Dizemos que essas plantas ainda não possuem raízes, caule e folhas desenvolvidos, e denominamos essas estruturas de rizóides (fixam a planta e absorvem água e sais minerais), caulóides (haste de onde partem os filóides) e filóides (estruturas capazes de fazer fotossíntese), para diferenciar das plantas mais desenvolvidas.

O mais difícil de entender quando estudamos plantas são os ciclos de vida. Vamos começar pensando em nós mesmos, humanos. Possuímos uma geração diplóide (ou seja, com os pares de cromossomos) muito longa, durante toda a nossa vida. Mas, nós também temos uma geração haplóide (com somente um cromossomo de cada par) quando somos ainda gametas. Nas plantas ocorre o mesmo, apenas com a distinção de que a geração haplóide pode também ser longa, ou até de maior duração que a diplóide.

Quando há a presença de ciclo de vida em que se alternam gerações haplóides e diplóides, dizemos que o ciclo de vida é haplodiplobionte. Nos musgos, as duas gerações se alternam e o organismo muda de forma e tamanho dependendo da geração em que se encontra.

Quando ele está na geração diplóide, é chamado de esporófito (2n), e quando está na geração haplóide de gametófito (n) – Para não esquecer, lembre-se que nossos gametas, espermatozóides e óvulos, também são haplóides! 

Quando ele é um gametófito, ele produz gametas para se reproduzir, através de mitose. Quando ele é um esporófito, ele produz esporos para se reproduzir, através de meiose.

Esporófito (2n) --> esporos (n) --> Gametófito (n) --> gametas (n) --> Esporófito (2n)
--> meiose -->  mitose

Nos gametófitos, há órgãos especializados para a produção de gametas, os gametângios, sendo que no sexo masculino são chamados de anterídeos e produzem anterozóides (equivalente a testículos e espermatozóides nos animais), e no sexo feminino de arquegônios que produz oosferas (equivalente a ovários e óvulos nos animais). Mas, diferentes de nós, os gametas nas briófitas são produzidos por mitose. Para os gametas se unirem, os anterozóides se deslocam na água até atingir o arquegônio, para fecundar a oosfera, formando o zigoto.

O zigoto cresce e forma o esporófito, que é 2n (diplóide), e que, curiosamente, cresce dentro do arquegônio, em cima do gametófito feminino. Em seu crescimento, ele rompe o arquegônio e carrega um pedaço em forma de um “boné”, chamado de caliptra. Em baixo da caliptra se desenvolve o esporângio, onde são produzidos os esporos por meiose.


E= esporófito, G=gametófito

Assim, quando há uma haste acima dos filóides, dizemos que é um esporófito (primeira foto abaixo). Quando não há uma haste, mas há uma estrutura terminal, os gametângios, semelhantes a filóides, dizemos que estamos vendo os gametófitos (segunda figura abaixo). Nessas plantas, o comum é que a fase de gametófito seja mais duradoura que a de esporófito. 


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