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Gimnospermas

As gimnospermas, representadas pelos pinheiros e araucárias, são um grupo de plantas que dominaram o ambiente terrestre por muito tempo, principalmente na época dos dinossauros. Já apresentam modificações que permitiram viver em ambientes mais distantes da água, bem como estruturas de sustentação mais rígidas e tecidos condutores mais sofisticados que as briófitas e pteridófitas, permitindo um aumento muito grande em tamanho.

Aqui há uma inovação significativa: o aparecimento das sementes. Essas sementes ainda não são envoltas em fruto, como nas Angiospermas, mas são produzidas em estruturas conhecidas como cones ou estróbilos, que popularmente chamamos de “pinha” e enfeitamos para colocar em nossas árvores de Natal. E sabe aquele pinhão que comemos em festas juninas? O pinhão é a semente da araucária, que também é formado em uma pinha.

Muitas gimnospermas apresentam porte arbóreo, com tronco espesso, muitos galhos, com folhas diferenciadas, em forma de agulhas ou em forma de escamas.


As gimnospermas também possuem ciclo de vida haplodiplobionte, onde a fase diplóide é a mais duradoura. O esporófito (2n) é a árvore que produz os estróbilos (as “pinhas”), sendo que há estróbilos femininos que produzem os megásporos, e estróbilos masculinos que produzem os micrósporos, ambos por meiose.

Na parte feminina, o megásporo dá origem ao gametófito feminino (também chamado de megaprotalo), que germina dentro do próprio esporângio, amadurece e produz oosferas por mitose. Na parte masculina, os micrósporos também não saem do esporângio, e germinam lá mesmo, formando o gametófito masculino, ou microprótalo, ou também chamados de grãos de pólen.

Os grãos de pólen são liberados e chegam até o gametófito feminino por ação do vento (não é mais por água, como nas Briófitas e Pteridófitas). Lá eles amadurecem, formando o tubo polínico, que libera o gameta para fecundar o gametófito feminino. Assim é formado o zigoto (esporófito 2n), que ficará dentro da semente (lembre-se do pinhão!) e será disperso para crescer em uma nova árvore.

Resumidamente:

Esporófito (2n) --> megásporos e micrósporos, que formam os esporos (n) --> Gametófito (n) feminino germina dentro do esporângio e forma a oosfera (gameta (n) ) e masculino forma o grão de pólen, que amadurece em tubo polínico, formando gametas (n) --> formação de sementes --> Esporófito (2n)

--> meiose --> mitose



O interessante é perceber a mudança evolutiva entre os diversos grupos estudados. Enquanto nas briófitas a geração haplóide era predominante e facilmente distinguida morfologicamente, nas pteridófitas essa fase já é reduzida, mas ainda é possível observar pela presença dos protalos em forma de coração. Aqui a fase haplóide é ainda mais reduzida e ocorre dentro das estruturas reprodutivas. Assim, sempre observamos uma planta diplóide na natureza, e nunca a haplóide, porque ela não chega a formar uma estrutura em forma de planta passível de observação. 


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