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Fenóis e Éteres

Fenóis

São compostos orgânicos caracterizados por terem uma ou mais hidroxilas ligadas a um anel benzênico, ou seja, a um hidrocarboneto aromático. Assim como os álcoois, os fenóis apresentam o grupo OH ligado a um hidrocarboneto. Porém, a estrutura de ressonância do anel aromático do fenol estabiliza a base conjugada, fazendo com que os fenóis sejam mais ácidos que os álcoois. Além do caráter ácido, os fenóis também são tóxicos, pouco solúveis em água, sólidos e incolores.

São muito usados na fabricação de perfumes, cosméticos, adesivos, resinas, tintas, vernizes, corantes e explosivos. Eles também possuem ação bactericida e, por isso, nas fazendas, usa-se uma mistura de fenóis, conhecida com “creolina”, para desinfetar o local onde se ordenham as vacas, a fim de evitar contaminação do leite.

Os fenóis podem ser obtidos por meio da extração de óleos do alcatrão de hulha (hulha é um tipo de carvão, chamado betuminoso, e alcatrão de hulha é este carvão em estado líquido, ou seja, em óleo).

• Nomenclatura dos fenóis:

Coloca-se a palavra “hidróxi” antes do nome do hidrocarboneto aromático correspondente. Exemplos:

Éteres

São compostos orgânicos caracterizados pela presença de um átomo de oxigênio ligado a dois radicais hidrocarbonetos.

Os éteres são incolores, pouco solúveis em água, possuem odor agradável e, em condições ambientes, podem ser encontrados no estado sólido, líquido ou gasoso, dependendo de sua massa molecular.

Os éteres são muito mais voláteis que os álcoois, dos quais, teoricamente, derivam. Além disso, são altamente inflamáveis, apesar da pouca reatividade. São usados como solventes de óleos, gorduras, resinas, graxas, na fabricação da seda artificial e celulóide. Na medicina, são usados como anestésicos e na preparação de medicamentos.

• Nomenclatura dos éteres:

Damos o nome do menor dos radicais ligados ao oxigênio, o termo “oxi” e em seguida o nome do outro radical ligado ao oxigênio. Na nomenclatura usual, utilizamos a palavra éter seguida do nome dos radicais com terminação “ico”.

Exemplos: 


Álcoois



Teremos um álcool quando um ou mais grupos hidroxila estiverem ligados diretamente a carbonos saturados, ou seja, que só fazem simples-ligação. O álcool mais simples estruturalmente é o metanol (H3COH), mas o mais importante economicamente é o etanol (álcool etílico).

Os álcoois podem ser classificados, de acordo com o átomo de carbono ao qual a hidroxila está ligada, em:

1. Álcoois primários: apresentam a hidroxila ligada a um carbono primário, ou seja, que se encontra ligado a apenas um outro átomo de carbono.

2. Álcoois secundários: apresentam a hidroxila ligada a um carbono secundário, ou seja, que se encontra ligado a outros dois átomos de carbono.

3. Álcoois terciários: apresentam a hidroxila ligada a um carbono terciário, ou seja, que se encontra ligado a outros três átomos de carbono.

*Não pode haver álcoois quaternários, justamente porque a hidroxila não pode estar ligada a um carbono quaternário, já que este, por definição, deve necessariamente estabelecer suas quatro possíveis ligações com outros quatro átomos de carbono.

• Nomenclatura geral dos álcoois:
Colocamos o prefixo indicador da quantidade de átomos de carbono (met, et, prop, etc), o infixo que indica o tipo de ligação (an, en, in) e o sufixo “ol”, indicador da função álcoois.

Usualmente, os álcoois também são nominados a partir do nome do radical ligado à hidroxila mais o sufixo “ico”. Exemplo:

Quando o álcool tiver três ou mais átomos de carbono, devemos indicar a posição do grupo OH na cadeia. A numeração da cadeia começa sempre da extrimidade mais próxima da hidroxila. Exemplo:

• Nomenclatura dos álcoois saturados com cadeia ramificada:
Caso o álcool tenha cadeia ramificada, teremos que indicar a posição e o nome da ramificação. Além disso, também devemos indicar a posição do grupo hidroxila. 
O primeiro passo é encontrar a cadeia pricipal. Ela será aquela que apresentar maior número de carbonos e, neste caso, que contiver o grupo OH.
Feito isso, devemos numerar os átomos de carbono da cadeia principal, partindo sempre da extremidade mais próxima do grupo OH.
Por fim, basta dar nome ao composto, seguindo a seguinte ordem: número do carbono ao qual está ligado o radical, nome do radical e nome da cadeia principal. Exemplo:

• Nomenclatura dos álcoois insaturados:
A dupla ligação é demonstrada pelo infixo “en”, o grupo OH pelo sufixo “ol” e a cadeia será numerada de forma que a hidroxila fique com o número mais baixo possível.
Neste caso, além de indicar a posição da hidroxila, também devemos indicar a posição da insaturação. O nome do composto será dado na seguinte ordem: posição da insaturação + hidrocarboneto correspondente + posição do OH + OL. Exemplo:

• Hidroxila ligada a carbono de dupla-ligação:
Neste caso, teremos outra função orgânica chamada “enol”. Os enóis são quimicamente instáveis, pois a insaturação entre dois átomos de carbono é facilmente rompida, enquanto que a dupla ligação entre carbono e oxigênio é mais resistente. Devido a essa instabilidade, a dupla-ligação entre os carbonos pode migrar para a ligação entre o carbono e o oxigênio, formando cetona ou aldeído. No exemplo abaixo temos o “etenol”, que, por sua instabilidade, coexiste em pequenas quantidades com o aldeído “etanal”, mantendo um equilíbrio que chamamos de “tautomerismo”:


Química nossa de cada dia...

Na animação abaixo, descubra, pela composição descrita nas embalagens, quais dos produtos possuem álcoois. Divirta-se!


Macedo e Manuel Antônio de Almeida

Joaquim Manuel de Macedo

Autor do primeiro romance urbano da literatura brasileira (“A Moreninha”), Macedo deixou uma obra extensa, atuando como romancista, dramaturgo e cronista, além de escritos sobre política. Tão longa obra exlica-se pelo vasto período em que foi produzida: Macedo foi o escritor cuja obra atravessou todo o Romantismo, visto que escreveu dos anos 40 aos anos 70. Contudo, não há em sua produção nem um progresso na técnica literária, sendo sua mais importante obra justamente o seu romance inaugural. Todos ou seus posteriores dezessete romances repetem, de certa forma, a receita descoberta em “A moreninha”. Nessa “receita”, a narrativa normalmente gira em torno de um namoro difícil ou impossível, de um mistério sobre a identidade de uma personagem importante para a intriga e seu reconhecimento final, de mal-entendidos, orgulho, situações bufas, etc. Suas personagens são superficiais e não convincentes, não havendo grandes penetrações psicológicas, já que o autor prioriza o exterior delas, seus atos, gestos, palavras, roupas, etc.

Quanto à linguagem, pode-se dizer que chega a ser coloquial e espontânea nos diálogos, o que reflete a experiência de Macedo como dramaturgo, porém, é elaborada e obedece ao padrão normativo da língua portuguesa nas narrativas e digressões, traços caracteríscos do Macedo professor de português e homem do Paço.

O Romance urbano de Joaquim Manuel de Macedo descreve com fidelidade os ambientes, cenas, costumes e tipos do Rio de Janeiro do Império, razão pela qual sua obra vale como documento histórico da vida urbana do século XIX.

Macedo foi o escritor mais lido durante o final da década de 40 e começo da de 50. Isso devido à sua trama fácil, voltada para os costumes da sociedade carioca e, logo, para o público burguês leitor. As pequenas intrigas de amor, acompanhadas de um astusioso jogo de suspense e seguidas do já aguardado “happy end”, caíram no gosto do público.

Manuel Antônio de Almeida

Única obra de Manuel Antonio de Almeida, “Memórias de um Sargento de Milícias” surgiu como romance de folhetim no jornal “Correio Mercantil” do Rio de Janeiro. O romance era publicado semanalmente em capítulos que circularam de junho de 1852 a julho de 1853. Suas primeiras publicações, em folhetim e depois em livro de dois volumes, vinham assinadas pelo pseudônimo de “Um Brasileiro”. Somente a partir da terceira edição (póstuma) é que aparece o nome de Manuel Antonio de Almeida.

O enredo da obra gira em torno de Leonardo, filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça, e suas numerosas aventuras no Rio de Janeiro do início do século XIX. Enjeitado pela mãe e pelo pai, Leonardo é criado e amparado pelo padrinho e depois pela madrinha, mas cedo revela um temperamento folgazão e traquina. Já homem, dá-se de amores a Luisinha, mas a jovem se casa com José Manuel, quando vê nosso herói engraçando-se com Vidinha. Posto entre as grades pelo Major Vidigal, dali sai como praça. Pouco tempo depois, volta à prisão, mas, com a intervenção da madrinha e de Maria, ganha novamente a liberdade, saindo com a promoção a sargento de milícias. Nesse ínterim, morre José Manuel, e Leonardinho, enfim, casa-se com Luisinha.

Como se vê, contrariamente aos romances que o antecederam, “Memórias de um Sargento de Milícias” presenteia, com seu final feliz, a malandragem do protagonista, que acaba se dando bem mesmo que por meios “tortos”. Esses e outros aspectos fazem com que a obra de Antônio de Almeida se diferencie substancialmente dos romances publicados em folhetins do século XIX. Talvez por isso “Memórias de um Sargento de Milícias” não tenha alcançado popularidade entre o público leitor da época, obtendo melhor aceitação na posteridade.

Chama a atenção no romance de Almeida o fato de ele não se encaixar em nenhuma das vertentes ideológicas que sustentaram o romantismo, tais como indianismo, nacionalismo ufanista, redenção pela dor e morte, exaltação do sofrimento, maniqueísmo, etc. Devido a isso, é considerado pela crítica como romance extemporâneo, pois, apesar de situar-se no romantismo, apresenta fortes características do Realismo, além de ser considerado também um precursor das ideias modernistas de “arte brasileira”.

O romance de Manuel Antônio de Almeida apresenta traços do Realismo, já que, diferentemente de seus contemporâneos, adotou como personagens tipos da camada mediana da sociedade da época, até então abandonados pela literatura, tais como, o barbeiro, a comadre, os meirinhos, etc. Constam também rápidas passagens pelo subúrbio carioca.

Traços modernistas também podem ser vislumbrados neste romance. Primeiro, porque o autor escolhe como herói um, na realidade, “anti-herói”, visto que Leonardinho não se enquadra nos padrões morais estabelecidos pela época, sendo o primeiro herói “malandro” de nossa literatura. Segundo, porque o relato assume um tom de crônica, o que dá mais leveza à linguagem, que se aproxima da fala, sendo, portanto, mais direta e coloquial. Além disso, podem ser considerados como traços modernistas a ironia do narrador, que ao longo do romance tece comentários jocosos a propósito do que narra, e o rompimento com a forma “disciplinada” de narrar, ora adotando uma terceira pessoa, ora mudando para uma primeira pessoa, dialogando com o leitor e estabelecendo uma relação de cumplicidade com ele.

Por outro lado, suas personagens não oferecem grande complexidade psicológica individualizante. Restringem-se à condição de “tipos” sociais, ou seja, figuras representativas de uma camada mais específica da sociedade. Mas, a estrutura maniqueísta é rompida: as personagens praticam tanto o “bem” quanto o “mal”, não estando nem do lado dos heróis nem dos vilões. Talvez aí esteja o sentido profundo e original do romance de Almeida, neste oscilar dos personagens entre a ordem e a desordem, característica estudada pelo crítico Antonio Cândido e publicada em ensaio decisivo para a crítica de “Memórias de um Sargento de Milícias” (CÂNDIDO, A. Dialética da Malandragem: caracterização das Memórias de um sargento de milícias. In: Revista do Instituto de estudos brasileiros, nº 8, São Paulo, USP, 1970, pp. 67-89).

Saiba mais sobre este romance e sobre o ensaio de Cândido em tópico específico situado em “Obras comentadas”.

Nomenclatura dos Hidrocarbonetos com cadeia ramificada

Quando um hidrocarboneto apresenta cadeia ramificada, temos que descobrir qual a cadeia principal e indicar a posição e o nome de cada ramificação.

• Nomenclatura dos alcanos com cadeia ramificada:

Quando a ramificação de uma cadeia carbônica é pequena, facilmente identificamos qual é a cadeia principal. Mas quando a ramificação é grande, com muitos átomos de carbono, podemos ficar em dúvida. Neste caso, basta contar o número de átomos de carbono seguidos, a sequencia que contiver maior número de carbonos será a cadeia principal. Descoberta a cadeia principal, devemos, então, colocar o seu nome, seguindo as regras dadas nos tópicos anteriores. Vejamos um exemplo:


No nosso exemplo, como cada ramificação contém apenas um carbono, a cadeia principal pode ser facilmente visualizada. Tal cadeia possui 5 átomos de carbono, portanto, seu nome terá o prefixo “pent”. Suas ligações são todas simples (cadeia saturada), logo, seu infixo será “an”. Por fim, sabemos que se trata de um hidrocarboneto, já que só temos átomos de carbono e hidrogênio, logo, receberá em seu nome o sufixo “o”, indicador da função hidrocarboneto. O nome da cadeia principal será então: pentano.

Feito isso, teremos que identificar a posição que as ramificações ocupam na cadeia e os seus nomes. O lugar que cada ramificação ocupa na cadeia será determinado pelo número do carbono ao qual ela está ligada. Para numerar os carbonos da cadeia principal, seguimos o seguinte critério de contagem: sempre numeramos os átomos de carbono partindo do átomo mais próximo de uma ramificação. Veja como fica essa numeração no nosso exemplo:


As ramificações, portanto, encontram-se nas posições 2 e 3. Agora, para dar o nome às ramificações, precisaremos antes entender o conceito de radicais. Vamos a ele!

*Radicais: são agrupamentos atômicos que possuem uma ou mais valências livres (elétrons não emparelhados). Ao contrário dos íons, os radicais são partículas eletricamente neutras, ou seja, não possuem carga elétrica. Todos os radicais levam a terminação “il” ou “ila”. Por exemplo, o H3C é um radical com um único carbono, portanto, seu nome será “metil” (“met” = 1 carbono e “il” = radical).

Visto isso, podemos identificar que a cadeia do nosso exemplo possui dois radicais metil, que, como já vimos, estão localizados nas posições 2 e 3 da cadeia. Como os dois radicais são iguais, dizemos apenas “dimetil”. O nome da cadeia carbônica de nosso exemplo será, então:

2,3-dimetilpentano

• Nomenclatura dos hidrocarbonetos insaturados com cadeia ramificada:

No caso dos hidrocarbonetos insaturados, a cadeia principal será aquela que apresentar maior número de átomos de carbono e que conter a insaturação, ou seja, uma dupla ou tripla ligação. Diferentemente dos hidrocarbonetos saturados, nos insaturados a cadeia principal será numerada a partir da extremidade mais próxima da insaturação.

Outra informação importante que devemos indicar no nome da cadeia é a posição da insaturação. Para não confundirmos os números das ramificações e os da insaturação, primeiro colocamos os números indicadores das posições dos radicais acompanhados de seus nomes (quando forem diferentes, seguimos a ordem alfabética) e depois indicamos a posição da insaturação acompanhada do nome da cadeia principal.

Exemplos:

Obs: Na nomenclatura usual, quando há radical metil no carbono 2, utiliza-se o prefixo “iso”. Exemplo: isobutano.

• Nomenclatura dos ciclanos e ciclenos com cadeia lateral:

Nos ciclenos, os átomos de carbono do ciclo devem ser numerados de forma que os carbonos da dupla-ligação recebam os números 1 e 2. Já no caso dos ciclanos, a cadeia cíclica irá ser numerada a partir do carbono que possuir a ramificação mais simples. Exemplos:


• Nomenclatura dos hidrocarbonetos aromáticos:

a) Com somente uma cadeia lateral
 Coloca-se o nome do radical seguido da palavra “benzeno”.Exemplos:

b) Com duas cadeias laterais
Quando o hidrocarboneto aromático apresentar dois radicais, ao invés de indicar a posição deles por números, podemos utilizar os prefixos:
“orto”, para posição 1-2; 
“meta”, para posição 1-3; 
“para”, para posição 1-4.

Exemplos:

c)Aromáticos de núcleos condensados
Estes hidrocarbonetos recebem nomes particulares, ou seja, não há regra para nomeá-los. Devemos conhecê-los. Abaixo, alguns exemplos:


Hidrocarbonetos

Você viu no tópico sobre funções orgânicas que hidrocarboneto é todo composto orgânico formado unicamente por átomos de carbono e hidrogênio. Você também deve ter percebido que os hidrocarbonetos são a base de todas as outras funções orgânicas, ou seja, é a partir deles que todas as demais funções, teoricamente, se formam. Daí a grande importância dos hidrocarbonetos para a química orgânica. Além disso, a partir deles é possível produzir uma grande quantidade de produtos que utilizamos no nosso dia-a-dia, tais como: plásticos, borracha, velas (parafina), combustíveis (gasolina, diesel, gás natural, etc) e muitos outros. A utilização dos hidrocarbonetos como combustível está ligada ao fato de estes compostos oxidarem com bastante facilidade, liberando muita energia e calor. 
As fontes de hidrocarbonetos são os chamados “combustíveis fósseis”, formados pela decomposição de restos animais e vegetais a milhões de anos. São exemplo de combustíveis fósseis o petróleo, o gás natural, o carvão, entre outros.

Os hidrocarbonetos podem ser classificados em alcanos, alcenos, alcinos, alcadienos, ciclanos, ciclenos e aromáticos.

1. Alcanos:
São hidrocarbonetos de cadeia aberta e saturada, ou seja, apresentam apenas ligações simples. A parafina é um exemplo bem conhecido de alcano. O metano (CH4), encontrado no gás natural, é o hidrocarboneto mais simples. Nas minas de carvão ele mistura-se ao oxigênio formando o gás grisu, que muitas vezes causa explosões, provocando acidentes nas minas.

A nomenclatura dos alcanos é dada pelo prefixo que indica o número de carbonos na cadeia, pelo infixo –an, que indica que a cadeia é saturada, e pelo sufixo –o indicador da função hidrocarboneto.

Exemplo de alcano:

2. Alcenos:

São hidrocarbonetos de cadeia aberta e insaturada, apresentando uma ligação dupla entre átomos de carbono. Os alcenos são usados na fabricação de corantes, de tecidos e borrachas sintéticos, de anestésicos, de plásticos (sacos, garrafas, brinquedos, potes de cozinha, etc), de explosivos e muito mais.

A nomenclatura dos alcenos é dada pelo prefixo que indica o número de carbonos na cadeia, pelo infixo –en que indica que a cadeia é insaturada com dupla-ligação e pelo sufixo –o indicador da função hidrocarboneto. Caso o alceno tenha mais de três carbonos, deve-se indicar a posição da dupla-ligação por meio de números. Sempre começamos a nomear a cadeia pela extremidade mais próxima da ligação dupla.
*É comum usar na nomenclatura dos alcenos a terminação –ileno ao invés de –eno¬. Ex.: etileno, propileno, butileno, etc.

Exemplo de alceno:


3. Alcinos

São hidrocarbonetos de cadeia aberta e insaturada, apresentando uma ligação tripla entre átomos de carbono. Os alcinos são de grande importância para a indústria, sendo usados na fabricação de fios têxteis para a produção de tecidos, na fabricação de plásticos como PVA e PVC, entre outros. Em sua casa você pode encontrar exemplos desses produtos, como os tubos de PVC, usados nos encanamentos, e o filme de PVC, usado para embalar alimentos. Já o PVA é um material que, se você não usa mais, provavelmente já usou muito durante o ensino fundamental: a cola branca ou escolar (a cola amarela, usada para colar madeira também é exemplo de aplicação do PVA).

A nomenclatura dos alcinos é dada pelo prefixo que indica o número de carbonos na cadeia, pelo infixo –in, que indica que a cadeia é insaturada com tripla-ligação, e pelo sufixo –o indicador da função hidrocarboneto. Caso o alcino tenha mais de três carbonos, deve-se indicar a posição da tripla-ligação por meio de números, nomeando a cadeia pela extremidade mais próxima da ligação tripla.

Exemplo de alcino:

4. Alcadienos:

São hidrocarbonetos de cadeia aberta, insaturada, portando duas duplas-ligações (dienos). Como exemplo de aplicação, temos o isopreno (metil-1,3-butadieno), presente no latéx da seringueira, do qual se origina a borracha natural. Outro exemplo bastante conhecido é o alcadieno 1,3-butadieno, que está presente no cafezinho que você toma todas as manhãs. As posições das duplas-ligações são indicadas por meio de números.

Exemplo de alcadieno:


5. Ciclanos:

São hidrocarbonetos de cadeias fechadas e saturadas, ou seja, que apresentam apenas ligações simples entre carbonos. Os ciclanos são usados como solventes de tintas e vernizes, na extração de óleos dos vegetais, na preparação de compostos usados na síntese do náilon, entre outras. Quanto à nomenclatura, basta seguir a mesma regra da nomenclatura dos alcanos, apenas acrescentando a palavra “ciclo” no início do nome.

Exemplo:

6. Ciclenos:

São hidrocarbonetos de cadeia fechada e insaturada, apresentando uma ligação dupla entre átomos de carbono. Algumas plantas medicinais contem ciclenos, como o alecrim, que é usado no combate ao stress, a distúrbios intestinais e à falta de apetite. Quanto à nomenclatura, basta seguir a mesma regra da nomenclatura dos alcenos, apenas acrescentando a palavra “ciclo” no início do nome.

Exemplo:

7. Aromáticos:

São hidrocarbonetos de cadeia fechada que apresentam pelo menos um núcleo benzênico. Algumas aplicações: o benzeno é utilizado como solvente e na produção de inseticida, o tolueno é usado na produção de cola de sapateiro e de fórmica e na fabricação de explosivos (TNT), etc. A nomenclatura dos aromáticos será vista no próximo tópico, que abordará a nomenclatura dos hidrocarbonetos de cadeia ramificada. Confira!

Exemplo de aromático:

Hidrólise salina

Hidrólise é o processo químico em que ocorre a quebra de uma molécula por água. Tal processo pode ser observado tanto em compostos orgânicos como em compostos inorgânicos. A hidrólise salina é a reação entre um sal e a água, podendo provocar alterações de pH na solução final. O cátion ou ânion, ou mesmo os dois, de um sal, dissociados na solução aquosa, reagem com a água dando origem a soluções ácidas, básicas ou neutras, dependendo da força do ácido e da base dos quais o sal envolvido é proveniente. Em termos gerais, podemos dizer que na hidrólise salina ocorre o inverso do processo da reação de neutralização.

*Lembre-se: a molécula de água é composta por um cátion H+ e um ânion OH-. Quando ocorre hidrólise de cátion, são produzidos íons H+ e quando há hidrólise de ânions, são liberados íons OH-. 

**Quando o ácido ou base são fortes, eles permanecem dissociados em íons. 

• Sais de ácidos fortes e bases fracas
Somente o cátion do sal (proveniente de uma base) se hidroliza, ligando-se à hidroxila (OH-) liberada com a quebra da molécula de água. Dessa forma, o íon H+ ficará livre, dissociado, o que fará com que o pH da solução final fique ácido. Veja a reação de hidrólise do NH4Cl: 

• Sais de ácidos fracos e bases fortes
Somente o ânion do sal (proveniente de um ácido) se hidroliza, liberando íons OH-, o que fará com que o pH da solução final fique básico. Veja a reação de hidrólise do Na2CO3:

• Sais de ácidos fracos e bases fracas
Tanto o cátion quanto o ânion sofrerão hidrólise. O pH da solução final dependerá da constante de ionização do ácido e da base formados. A solução será ligeiramente ácida se a constante de ionização do ácido for mais alta que a da base, se acontecer o contrário, a solução será ligeiramente básica. Caso as constantes de ionização do ácido e da base sejam equivalentes, a solução resultará neutra. Exemplo:

Sabendo-se que a constante de ionização do ácido HCN é 5.10-10 e a da base NH4OH é 2.10-5, pode-se concluir que a solução resultante é ligeiramente básica, já que a constante de ionização da base formada é mais alta que a do ácido. 

• Sais de ácidos fortes e bases fortes
Neste caso, a hidrólise não ocorre, pois os cátions e ânions reagirão com a água formando os ácidos e bases originais, que, por serem fortes, se dissociarão novamente. Sendo assim, teremos todos os íons separados e a solução permanecerá neutra. Exemplo: 


Química nossa de cada dia... 

Os sais formados por um ácido e uma base fortes, bem como os formados por um ácido e uma base fracos, são usados para a formação soluções “tampão”, que são soluções que atenuam a variação do valor do pH, mantendo-o aproximadamente constante. Um dos sistemas tampões mais importante é o do sangue. O seu pH é de aproximadamente 7,4 e alterações nesse valor produzem efeitos na função celular. Um pH sanguíneo menor que 6,8 ou maior que 8 são mortais para o homem.

Regras básicas de nomenclatura

A I.U.P.A.C. (União Internacional de Química Pura e Aplicada) nomeia os compostos orgânicos seguindo basicamente estas três regras básicas:

1) O prefixo indica o número de carbonos;
2) No infixo temos a indicação do tipo de ligação e
3) O sufixo indica a função.

• Na tabela abaixo, temos uma lista dos principais prefixos usados de acordo com a quantidade de carbono:


Veja alguns exemplos:
CH4 = METano
C2H6 = ETano
C3H8 = PROPano
C3H4 = PROPino

• De acordo com o tipo de ligação nos compostos teremos:

AN, para simples ligação;
EN, para dupla-ligação e
IN, para tripla-ligação.

Exemplos:


• Para indicarmos a qual função orgânica pertence o composto, basta seguirmos a tabela abaixo:


Exemplos:








Relação antígeno-anticorpo

Antígeno é qualquer substância, normalmente proteínas, reconhecidas como estranhas pelo organismo, o qual arma uma resposta imune contra este antígeno. Os antígenos podem ser, por exemplo, uma proteína do envoltório viral ou da membrana de uma bactéria.

Anticorpos são proteínas, da classe das imunoglobulinas, produzidas pelas células B do sistema imune do organismo para combater antígenos.

Os anticorpos são específicos para um determinado antígeno e se ligam a ele de modo a sinalizar para a destruição por células do sistema imune, como macrófagos, para a liberação de substâncias que irão atacar o organismo-alvo, como as do sistema complemento, ou então neutralizam o antígeno impedindo sua ação.

A molécula do anticorpo possui o formato de um Y, sendo que nos ‘braços” do Y que se encontram as regiões variáveis, específicas para um determinado antígeno, onde ocorre a ligação entre eles.


Após uma infecção, algumas células de memória são formadas para produzirem continuamente uma baixa quantidade de anticorpos e também para produzirem novamente altas doses no caso de uma nova infecção. Esse é o princípio utilizado nas vacinas.

Nas vacinas, são injetados antígenos de um patógeno com o objetivo de produzir células de memória que atuarão contra o mesmo organismo caso haja uma infecção. Os antígenos injetados são atenuados, ou seja, imitam uma infecção para o sistema imune, mas não causam a doença em si, evitando as conseqüências graves de uma doença.

A vacina é um tipo de imunização ativa, por desencadear uma resposta do organismo, mas se uma pessoa já está infectada ela pode recorrer a uma imunização passiva, onde são injetados anticorpos para combater a doença. Sem dúvida é vacina é um meio mais eficiente de combater as doenças, bem como um meio de irradicá-las, pois se todas as pessoas possuem anticorpos contra um determinado patógeno, ele não terá mais aonde sobreviver e se replicar e por isso irá desaparecer.