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Cnidários 1



Os cnidários, ou celenterados, são animais pertencentes ao Filo Cnidaria e ao Reino Animalia. Este filo é composto de animais aquáticos, predominantemente marinhos, cujos grandes representantes são as água-vivas, corais e as anêmonas do mar.


Quando comparamos esses animais aos Poríferos, três importantes novidades podem ser observadas: a presença de uma cavidade digestiva, tornando a digestão extracelular, a presença de células nervosas e o primeiro sistema de locomoção entre os animais. 



Os cnidários são diblásticos, ou seja, apresentam apenas dois folhetos germinativos: ectoderme e endoderme. Aqui neste grupo há a presença de tecido verdadeiro, organizado em duas camadas de células, separadas por uma camada gelatinosa, a mesogléia, que tem papel no suporte do organismo. Na parede externa há células mioepiteliais, que servem como células musculares e de revestimento; cnidoblastos, que são células especializadas na captura de alimento e na defesa contra agressores e células sensoriais conectadas ao tecido nervoso, localizado na mesogléia. Na parte interna, há células glandulares, que secretam enzimas digestivas, e epitélio-digestivas, que possuem dois flagelos para auxiliar na circulação do líquido contendo o alimento, e também termina a digestão de alimentos que foi iniciada na cavidade digestiva. 



Os cnidoblastos são células dotadas de um cílio e uma vesícula interna, o nematocisto, que contém um filamento enovelado. Quando o cílio é excitado, o filamento é bruscamente liberado, juntamente com uma toxina, que paralisa as presas.



O tecido nervoso é em rede, e conectado a várias células sensoriais, sem nenhum centro de controle, isto é, não há cérebro. Apesar de primitivo, esse sistema nervoso é uma grande inovação nesses animais, permitindo a interação com o ambiente ao seu redor. 

Uma característica marcante nesse grupo é a existência de duas formas corporais típicas ao longo da vida do animal: a de pólipo e a de medusa. Em algumas espécies, há apenas a forma pólipo, em outra a medusa, mas em muitas delas as duas formas estão presentes em um mesmo ciclo vital. Essa mudança de formas ocorre pela alternância de gerações, onde os pólipos representam a geração assexuada, e a medusa a sexuada. Os pólipos produzem as medusas por brotamento, e as medusas produzem gametas, que darão origem a novos pólipos.



Há algumas espécies que não formam medusas, e a reprodução se de maneira assexuada, por brotamento ou fragmentação, ou de maneira sexuada, pela diferenciação de células epiteliais em gametas, como no exemplo abaixo. 



Para saber sobre a classificação deste filo, veja a aula Cnidários 2.

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