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Doenças causadas por Protozoários: Doença de Chagas


A Doença de Chagas é uma doença causada por protozoário da espécie Trypanosoma cruzi, cujo hospedeiro definitivo é o homem, e o hospedeiro intermediário um inseto da família dos triatomídeos, conhecido como barbeiro, podendo ser das espécies Triatoma infestans, Rhodnius prolixus e Panstrongylus megistus. 



Os principais órgãos invadidos pelos parasitas são o coração, as paredes do esôfago e o intestino grosso. O principal problema dessa doença é que os tripanossomos destroem o tecido cardíaco, levando a produção de tecido cicatricial que não tem as propriedades do tecido cardíaco. Isso faz com que o coração tenha que trabalhar mais ativamente, causando aumento do volume do coração, arritmia e insuficiência cardíaca, que só pode ser revertida por transplante de coração. Também ocorre aumento do volume do esôfago e do intestino grosso devido a lesão na inervação local. Esses sintomas ocorrem quando a doença é crônica, podendo surgir 20 ou 30 anos após o contato com o inseto transmissor. Abaixo, podemos observar um corte de um tecido cardíaco infectado, onde cada ponto preto representa um parasita, em sua forma amastigota. 



O ciclo começa quando o barbeiro pica uma pessoa e defeca no local formas infectantes do parasita, os tripomastigotas. Quando a pessoa coça a picada, acaba levando as fezes ao local da picada, permitindo a entrada do tripanossomo. Os tripomastigotas invadem as células do tecido conjuntivo, adquirindo forma redonda, conhecida como amastigota, e se multiplicam ativamente, até romperem essas células e se liberarem no sangue na forma de tripomastigotas novamente, onde atingem os órgãos-alvo. Nos órgãos, se proliferam e destroem as células locais, sendo liberados novamente para atingir novas células. Pessoas picadas pelo barbeiro dão início a um novo ciclo vital do parasita. No inseto, os tripomastigotas se transformam em epimastigotas e se reproduzem assexuadamente no seu intestino, produzindo formas infectantes, tripomastigotas, que são liberadas nas fezes.



A prevenção começa na melhora nas condições de habitação e controle dos insetos transmissores, além do controle dos doentes. Outros mecanismos de transmissão da doença são possíveis, como transfusão sanguínea, via placentária, amamentação ou ingestão de alimentos contento do inseto, como cana-de-açúcar e açai. Os tratamentos medicamentosos são pouco eficazes e a doença não tem cura. 

Há um portal do Ministério da Saúde juntamente com a Fiocruz com mais detalhes dessa doença.

 Acesse em: http://www.fiocruz.br/chagas/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home

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