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Filo Platyhelminthes


Os animais pertencentes ao Filo Platyhelminthes são chamados de platelmintos, e formam um grupo de vermes de corpo achatado, em forma de fita. Esse grupo pode ser encontrado tanto em meio aquático (marinho ou água doce) como terrestre úmido, o que já é uma inovação quando comparamos com os filos anteriores, Porifera e Cnidaria, que são estritamente aquáticos. 

O representante mais conhecido desse filo é a simpática planária. Ela vive em lagos e riachos de pequena profundidade, próximo de vegetação e detritos do fundo.

Além do começo da conquista do ambiente terrestre, é nesses animais que aparece uma grande novidade: a simetria bilateral. Isso quer dizer que a planária possui região ventral e dorsal, lado esquerdo e direito do corpo, além de extremidades anterior e posterior. 

Nesses animais ocorre pela primeira vez uma característica marcante: a cefalização: a existência de uma “cabeça” que é o centro de comando do corpo. Nessa cabeça, ainda não há um cérebro formado, e sim uma concentração de neurônios, chamada de gânglios cerebroides. Desses gânglios saem dois cordões nervosos que se dirigem para a extremidade posterior do corpo, interligando-se, como uma escada de corda. Na região anterior há também a presença de ocelos (semelhantes a olhos), cuja única função é a percepção de luz, e de receptores de substâncias químicas, as aurículas (nas expansões laterais, em forma de triângulo). 



Os platelmintos possuem três camadas de células: endoderme, mesoderme e ectoderme. A mesoderme, nesses animais, preenche todo o espaço entre endoderme e mesoderme, sem formar uma cavidade celomática, portanto esse grupo é classificado como acelomado.



A alimentação ocorre por uma boca encontrada no meio da região ventral, na ponta da faringe. O intestino possui três ramos principais, que são altamente ramificados, levando por difusão o alimento para todas as células do corpo, já que esse animal ainda não possui sistema circulatório. A boca também serve como saída para os restos alimentares, portanto dizemos que a digestão é incompleta (há apenas uma cavidade). 

A excreção é feita pelas chamadas células-flama, que possuem vários flagelos, que direcionam a água para os túbulos laterais, ou protonefrídeos, os quais se abrem em orifícios na parede do corpo. A excreção tem papel principal na osmorregulação, retirando o excesso de água que entra por osmose. Para memorizar esse tipo de excreção tão peculiar aos platelmintos, lembre-se do versinho “Planária, você não me engana! Você excreta pela célula-flama!”.



A reprodução pode ser assexuada, por fragmentação. Aqui há um grande interesse em estudar a regeneração das planárias, pois um pedaço do corpo desse animal pode se regenerar e formar um animal todo novamente.



A reprodução também pode ser sexuada, sendo que as planárias são hermafroditas. Assim, duas planárias encostam-se ventre a ventre e trocam espermatozoides. A fecundação ocorre nos dois indivíduos e os ovos são depositados na vegetação. O desenvolvimento é direto, sem fase larval. 



Além da simpática planária, neste grupo está também vermes que causam doenças humanas, como as tênias e os esquistossomos. Veja mais sobre esse tópico na aula Doenças Causadas por Platelmintos.


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