Pesquisar este blog

Nomenclatura dos seres vivos



Imagine que você é um biólogo que descobriu uma nova espécie de cachorro no Brasil e gostaria de contar para o mundo inteiro sua descoberta. Quando você disser que descobriu um novo “cachorro” para uma pessoa falante da língua inglesa, ela não irá entender, pois lá cachorro se diz “dog”, do mesmo modo que em espanhol se diz “perro”, e aí, como se comunicar? O jeito é fazer todo mundo chamar os seres vivos de um mesmo nome! Esses nomes universais são escritos utilizando Latim, e no exemplo acima, você deveria falar que descobriu uma nova espécie de Canis, e todos os demais pesquisadores entenderiam.


Assim, a nomenclatura surgiu para facilitar a comunicação a respeito de seres vivos, bem como para auxiliar em sua classificação. O ramo da biologia que estuda a área de nomenclatura e classificação de seres vivos é a taxonomia, ou sistemática. 

O ponto de partida do sistema de classificação atual foi dado pelo pesquisador Carl Von Linné, ou Carlos Lineu, em 1758, que se utiliza de um sistema binomial, onde sempre a espécie do animal é escrita utilizando-se primeiro o nome do gênero, em maiúsculo, e depois o da espécie, em minúsculo.


È obrigatório sempre escrever a espécie em itálico ou sublinhado quando escrito a mão. E sempre a espécie dever vir antecedida do gênero, sempre nesse sistema binomial demonstrado acima. O interessante é que o nome da espécie já nos diz bastante sobre a sua classificação e origem evolutiva, pois, por exemplo, o nome científico do lobo é Canis lupus,o que nos mostra que os cães e os lobos são do mesmo gênero e, portanto, devem ter inúmeras semelhanças. 

Quando queremos nos referir e uma espécie sem identificá-la, podemos utilizar somente o gênero, seguido da abreviatura sp. (singular) ou ssp. (plural), como por exemplo:

“Neste museu contamos apenas com um exemplar de Canis sp.” 

“Neste museu contamos com inúmeros exemplares de Canis spp.” 

A espécie é a última categoria em que um ser vivo é analisado. Todas as espécies estão contidas em um gênero, este contido em uma família, essa em uma ordem, essa em uma classe, essa em um filo, e esse em um reino. Entre esses grandes grupos taxonômicos, existem subgrupos, como subfilo, subfamília, subespécie, que podem ser utilizados dependendo da classificação utilizada. Mas o que você deve realmente saber é essa ordem: 



Dentre todos os grupos taxonômicos, apenas a espécie possui um conceito natural, sendo todos os outros grupos apenas designados para auxiliar o estudo dos seres vivos. O conceito natural de espécie diz que espécie é o conjunto de indivíduos semelhantes entre si, que apresentam o mesmo patrimônio genético (cariótipo), capazes de se reproduzir e gerar descendentes férteis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário